Serie Cult: Switched at Birth

03/11/2013

Como sempre tenho começado alguns posts atrasados, com esse não seria diferente. Era para esse Serie Cult ter saído a algum tempo, o que aconteceu foi que eu estava esperando terminar a 1º temporada dele para indicar, mas como vou demorar um pouco, decidi compartilhar logo o seriado com vocês. Já que na metade da 1º temporada ele se tornou um dos meus queridinhos.


O seriado em questão se chama Switched at Birth e começou a ser exibido em 2011 na rede americana ABC Family. Ele vai contar a estória da Daphne Vasquez e Bay Kennish que foram trocadas quando bebês, por isso o nome. O seriado começa com a Bay fazendo um teste sanguíneo na escola e descobrindo que ela não é filha dos pais, a partir daí, a família Kennish, muito abastada, vai tentar descobrir o que aconteceu na maternidade. Na parte pobre da cidade mora Daphne Vasquez, filha de pais porto riquenhos e surda. Uma sequela da meningite deixou a menina surda quando criança. Quando as duas famílias descobrem a troca, decidem morar juntas para que uma família possa conhecer e conviver com a autora. E é disso que parte os episódios.

Estão no elenco principal as atrizes Katie Leclerc (Daphne Vasquez) e Vanessa Marano (Bay Kennish). A família Kennish é composta pelos atores D. W. Moffet (John Kennish), Lea Thompson (Kathryn Kennish) e Lucas Grabeel (Toby Kennish), sim um dos atores do lendário High School Musical. Ainda temos o melhor amigo da Daphne, Emmett, interpretado pelo ator Sean Berdy. O elenco surdo do seriado conta com a atriz Katie Leclerc e o ator Sean Berdy.


A Katie é realmente surda e em entrevista a  revista Atrevida, ela contou que com 17 anos aprendeu a linguagem de sinais e que aos 20, foi diagnosticada com a Síndrome de Meniere e, por isso, é considerada deficiente auditiva. Ela ainda revelou que a doença fica pior conforme vai envelhecendo. Não consegui achar nada sobre o Sean, mas pelo que vejo no seriado, ele é sim deficiente auditivo e não só interpreta um. Outra questão sobre os dois, a Katie é oralizada, ou seja, ela fala durante o seriado como qualquer pessoa, só soa um pouco diferente, já o Sean não. Ele utiliza apenas a ASL, língua de sinais americana.

Meu primeiro contato com o seriado aconteceu em junho deste ano, por acaso eu estava zapiando na tv domingo de manhã, e parei no canal Sony e vi um pedaço dele. Num primeiro momento, eu fiquei completamente surpresa por ter um seriado focado nos surdos e depois por eu ainda não conhecê-lo. Eu peguei o nome dele e corri para a net e absorvi tudo o que tinha. Não é fácil encontrar material em português sobre ele, ainda não tem um fã site para Switched at Birth e nem os sites de seriados comentam muito, o que eu acompanho para saber das novidades é o perfil americano no twitter e facebook.


O seriado é muito bom e totalmente real. Ele é focado sim na surdez, mas trata de outros dramas familiares como vicio em álcool e jogos, adoção, separação, entre outros. Na verdade Switched at Birth fala sobre as relações familiares. O que me leva a assistir o seriado é a questão do deficiente auditivo, na relação que eles tem com outros surdos e com os não surdos. A Daphne tem que aprender a conviver fora da zona de conforto dela, que seria entre outros surdos e pessoas que sabem a língua dela. Ao se deparar com seus verdadeiros pais que não sabem ASL, ela precisa ensiná-los ou encontrar uma outra forma de se comunicar.

No caso da Bay, ela vai lidar com essa 'irmã' surda, além do amigo dela que também é surdo, o Emmett. Fora isso, a Bay lida com o fato de ter nacionalidade porto riquenha, o que é visto por muitos americanos como sinônimo de marginalidade. Esse é um assunto muito complicado, mas tratado no seriado de forma aberta e direta. As meninas cresceram sabendo quem são e de onde vieram e de repente isso é mudado completamente. As raízes são outras e começar do zero sobre quem você é de verdade, é difícil. Temos várias reflexões também ligadas ao individualismo, elas tem 16 anos, no auge da formação e passando por uma situação que abala até os mais velhos. Outro assunto importante tratado no seriado, é a relação amorosa entre surdo e não surdo, como funciona essa dinâmica e como eles lidam com o preconceito que esse tipo de situação acarreta.


A maior parte do seriado é em ASL, por se tratar de uma deficiente auditiva tendo contato com uma família que não sabe. Uma das vertentes do seriado também será o aprendizado dessa língua, mas não se preocupem, tudo é legendado, até quando não tem ninguém falando, só fazendo a ASL. No Brasil a língua de sinais se chama Libras, só que as duas são muto diferentes, então é interessante ver outra língua de sinais para ver essas diferenças e o que a nossa pegou da deles. Acredito que a maioria já sabe, que nesse semestre eu estou fazendo o curso básico de Libras, e esse foi uma das indicações que o meu professor passou, por tratar de temas tão parecidos com os que os surdos passam em qualquer lugar do mundo.

Para os que se interessou em saber mais sobre a cultura e surda e como funciona os dramas e as alegrias relacionadas a isso, podem conferir todas as segundas, às 22h, no Sony Spin ou na Sony mesmo, domingo, às 11h. Só aviso que as temporadas desse seriado são um pouco longas, tanto a 1º quando a 2º temporada possuem 30 episódios. Ele foi renovado para a terceira que estreia em janeiro de 2014. Abaixo eu coloquei uma promo dele para atiçar a curiosidade de vocês. Espero que tenham gostado e assistam!!

5 comentários:

  1. Eu gostava muito dessa série, mas abandonei na metade da 2º temporada por causa dos rumos que os roteiristas deram para alguns personagens. Muitas vezes tenho vontade de voltar a assisti-la. Beijos
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  2. Denise, tudo bom?
    Nunca ouvi falar dessa série, nem sabia que existia, em que mundo eu vivo? haha
    Espero que u consiga realmente pegar uma série para assistir, eu sempre desisto na primeira temporada.

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  3. Oi Denise, eu nunca tinha ouvido falar desse seriado...parece ser mt bom e bem diferente de td que já vimos né?! Vou ficar ligadinha na Sony!

    Pois é menina, Morte Súbita eu tentei ler 2 vezes e não consegui sair das primeiras páginas...credo kkkkkkkkkkkkkkkk Desisti dele e depois pego emprestado de novo!
    Hahahahahaha

    Bjooooooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  4. Não tinha a menor ideia do que a série representava, só via os pôsteres e alguns posts mas nunca parei para pesquisar a fundo. Adorei saber da indicação; muito bacana assistir algo que nos proporcione algo de útil. Ps - também tive essa matéria recentemente na faculdade. Fiquei interessado. Beijos.

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  5. Estou tao fora de serie que olha viu... Gostei da serie, quem sabe daqui um tempo eu nao assista!


    xx

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