Resenha: Sob o céu do Nunca - Never Sky #1

22/10/2013


Desde que fora forçada a viver entre os Selvagens, Ária sobreviveu a uma tempestade de Éter, quase teve o pescoço cortado por um canibal, e viu homens sendo trucidados. Mas o pior ainda estava por vir... Banida de seu lar, a cidade encapsulada de Quimera, Ária sabe que suas chances de sobrevivência no mundo além das paredes dos núcleos são ínfimas. Se os canibais não a matarem, as violentas tempestades elétricas certamente o farão. Até mesmo o ar que ela respira pode ser letal. Quando Ária se depara com Perry, o Forasteiro responsável por seu exílio, todos os seus medos são confirmados: ele é um bárbaro violento. É também sua única chance de continuar viva. 

Perry é um exímio caçador, em um território impiedoso, e vê Ária como uma menina mimada e frágil – tudo o que se poderia esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa da ajuda dela, somente Ária tem a chave de sua redenção. Opostos em praticamente tudo, Ária e Perry precisam tolerar a existência um do outro para alcançar seus objetivos. A aliança pouco provável entre os dois acabará por forjar uma ligação que selará o destino de todos os que vivem sob o céu do nunca. 

Primeiro livro de uma eletrizante trilogia ambientada em um futuro imaginado, mas assustadoramente possível, “Never Sky: Sob o Céu do Nunca” chega ao Brasil rodeado de grande expectativa por parte dos fãs de distopias. 

Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. 

Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás. Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos. A escritora Veronica Rossi se utiliza da oposição dessas duas sociedades para pensar o poder da tecnologia, seus benefícios, malefícios e alienação que pode provocar nas pessoas.
Acredito que eu não poderia ser mais sucinta ao fazer um pequeno resumo desse livro do que a sinopse acima cadastrada no skoob. Sob o céu do Nunca é narrado em terceira pessoa sob dois pontos de vista: Ária e Peregrine, ou Perry. Ária está dentro dos Reinos, capsulas que reúnem algumas pessoas, e Perry está de fora deles, sendo denominado como Selvagem. Faz muito tempo, e é muito tempo mesmo, que eu não leio um livro de qualquer gênero onde a mocinha não é especial. Convenhamos, essa parece ser até uma regra, mas a Ária é inocente, frágil e sem poder nenhum, pelo menos não algo que a torne diferente. Dentro do que a autora propõe, ela é normal. Outra coisa, ela não é bonita fisicamente, mas dai já é outra regra para as estórias de hoje. A beleza da Ária está na voz dela e quem ler, vai entender porquê.

Já que a mocinha não é especial, coube a quem ser? O mocinho, e isso tornou tudo bem mais interessante. O Perry não só é especial, como tem um peso muito maior na narrativa. Por fora ele é cru e às vezes rude, mas com o passar do livro a gente se apega, pois percebe que a vida dele não foi fácil. Existe uma justificativa por trás dele ser assim e bem triste diga-se de passagem. O físico dele é estranho, é mais como se ele fosse uma versão melhorada do homem das cavernas. Ele é grande, tem cabelos desgrenhados e os caninos mais pontudos. Quando ele começa a expressar seus sentimentos de forma doce e verdadeira, nada disso é relevante. Os persianagens secundários também chamam a atenção pela empatia. Roar e Liv (lindos!!!), amigo e irmã do Perry, vão causar curiosidade em vocês, assim como o Cinder. Um garotinho com uma estória triste.

No começo da leitura eu comentei nas redes sociais que estava muito confusa, isso porque a Veronica demora para explicar como as coisas funcionam. Como eu tinha dito, a Ária pertence aos Reinos e o Perry aos Selvagens, e só quando eles se encontram é que as coisas começam a fazer sentido. A autora espera esse encontro para que um explique ao outro como é a sua vida. Isso é algo que eu tenho reparado nas distopias, um é de dentro do sistema e outro é de fora, quando eles se encontram é que a gente fica sabendo como tudo é desenvolvido. Outro ponto que eu reparei também, é que na maioria dos livros desse gênero, os protagonistas estão lutando contra o sistema e em Sob o céu do Nunca não é assim, pelo menos não diretamente. Um está lutando para sobreviver e o outro para que os que ama sobreviva.

-E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
-Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou para cima.
-Um mundo de nuncas sob o céu do nunca.
O romance no livro é muito fofo e se desenvolve de uma maneira tão certa que quando aconteceu eu fiquei surpresa, cheguei a pensar que ficaria para as continuações. A Veronica foi condizente com o fato dos dois serem adolescente, mesmo que o mundo seja diferente do que a gente conheça, então eles fazem o que os jovens fazem. Também achei as cenas de ação muito boas e depois que eu entendi o mundo da autora como um todo, achei sensacional. Porque o Perry é especial e a Ária não, tem um porquê que se encaixa muito bem. Depois algumas coisas mudam e a Ária tem um grande crescimento pessoal. A autora gosta de reviravoltas, então você esta lendo o enredo, e tem uma surpresa que você fica: 'nãooooo'. Aconteceu comigo quando eu li algo envolvendo o irmão do Perry, não acredito até agora.

Estou chateada com apenas uma coisa, a editora Prumo só vai lançar o segundo livro ano que vem. O final deixou algo no ar, mas não é algo que a gente não possa viver sem saber, é só que eu gostei tanto dele que estou com saudade. Abstinência de Perry, vocês ainda vão saber o que é isso. Me envolvi com o enredo e os personagens, quero muito ler as estórias entre os livros principais porque não consegui não gostar de um único personagem. Tirando o antagonista, que é normal. Vocês conseguem imaginar isso? Gostar de todos os personagens de um livro e querer saber mais e mais sobre eles? Pois é, estou passando por isso com Sob o céu do Nunca. A expectativa com o segundo está lá encima, e já andei procurando umas resenhas gringas que me empolgaram ainda mais. Parece que a Veronica não decepciona.

*Esse livro também vai virar filme e ao contrário de alguns, eu estou louca para ver ele nas telas, principalmente o Éter. Uma das coisas que eu mais amei foi as cores e a força dele, eu o imagino mais ou menos como a Aurora Boreal.

Sob O Céu do Nunca - Never Sky - Livro 01
Veronica Rossi
Editora Prumo- Twitter/Facebok

12 comentários:

  1. Olha, legal a ideia de contar colocando o mocinho no foco... Diferente, gostei!

    Bjs, Isabela.
    www.universodosleitores.com

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  2. Olá Denise,

    Não conhecia esse livro, a capa não me chama atenção, mas a sua resenha me deixou bem curioso, dica anotada;....abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  3. Olá.
    haha colocar no foco, diferente.
    Não conhecia este livro mas vou procurar saber mais porque me agradou ^^
    Claro que adorei a resenha e saber de que gênero é porque adoro.
    kkkk é bem difícil aceitar que o lançamento não saia este ano... Fico chateada mas fazer o que? tem que esperar.

    Beijos
    Tamires C.
    http://de-tudo-e-um-pouco.blogspot.com.br/

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  4. Oi, sou novato aqui, é, acho que você já percebeu isso rsr.
    Bem adorei a sua resenha, e esse livro já solicitei para a minha querida Editora prumo :3, o livro já está em transporte, então agora é só esperar para mergulhar nessa Linda Estória.
    haha
    E eu adorei quando soube que irá virá filme, adoro filmes desse Gênero.

    Beijos / Rafael

    livrosvsseries.blogspot.com Vejo você por lá :*

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  5. Por causa dessas demoras que evito séries.
    Não gosto de sperar, rsrs

    http://meuhobbyliterario.blogspot.com.br/

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  6. Distopias, eu adoro, já trilogias nem tanto. Acho muito chato ler um livro e ter que esperar uma vida para ler a continuação, por isso vou ter que esperar estar completa para me interessar de verdade pelo livro. Fora isso, me parece bem promissor, achei a premissa interessante e o mocinho como todo rapaz rude e rebelde da ficção esconde um coração de ouro.

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  7. Ainda não tive oportunidade de ler esse livro
    Mas o fato de que ele vai virar um filme me deixou bem mais curiosa

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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  8. Ai meu DEUS, porque você faz isso comigo? Lá vou eu no skoob atrás desse bendito porque simplesmente amei o que vocês escreveu aqui. O romance parece ser bem doce e gradual, o que tá difícil atualmente. Amei, amei amei e quero também ver o filme. Espero que saia logo.

    Beijo, http://porredelivros.blogspot.com.br/

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  9. Eu gostei de Never Sky, apesar de não ser a melhor distopia que já li, mas por causa de sua originalidade, vale a pena acompanhar, e assim como você, tenho altas expectativas quanto ao segundo livro - mesmo que só lance ano que vem por aqui, mas... - Enfim, estou ansioso para o filme também, e principalmente quero ver como ficará o Éter, porque mesmo eu conseguindo imagina-lo como a Aurora Boreal, e algo mais chamativo como a capa nacional, sei lá, às vezes ficava confuso como sabia-se se era noite ou dia, já que o Éter preenche o céu todo... ÓTIMA RESENHA!

    Abraços, Joshua Guimarães
    Blog Pensamentos do Joshua - pensamentosdojoshua.blogspot.com

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  10. Eu amei ler esse livro. É intenso mas não é de leitura difícil. A história é muito boa e envolvente. Gostei demais da sua resenha.

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  11. oiiiiii eu li esse livro a muitoooo tempo e sou louca pra ler o segundo, mas não lançaram de jeito nenhum(em português) e eu estou preocupada, vc saberia se vão lançar e quando?!?!?!?!?!?!

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    1. Oi Beatriz, essa série pertence agora a editora Rocco, já que a Prumo fechou e era um selo deles. A promessa é de começar a lançar em 2015, mas se isso vai mesmo acontecer ninguém sabe. :/

      Bjs, Denise.

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