Resenha: Prodigy - Os opostos perto do Caos

15/09/2013


Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. 

Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles. 
Prodigy começa exatamente da onde Legend parou, o que para mim foi ótimo, pois ainda tinha a estória do primeiro na cabeça. Mas para quem leu a muito tempo, pode ser difícil voltar para a narrativa já que a autora não faz um pequeno resumo da estória no inicio. Se em Legend a June e o Day se conhecem e estavam em lado opostos, um contra a República e outro a favor, em Prodigy, eles vão combater lado à lado quem eles acham que é o verdadeiro inimigo do povo. Vamos conhecer um pouco mais sobre as Colônias, o outro lado da guerra contra a República, e sobre os Patriotas, que também são pessoas contra a República, mas que vivem no território deles.

A narrativa continua da mesma forma, em primeira pessoa e alternando entre os pontos de vistas da June e do Day. Personagens que apareceram no primeiro livro tem maior destaque nesse como a Tess, a melhor amiga do Day e por quem ele tem um carinho especial, e a Kaeda, uma figura interessante e que é aliada dos Patriotas. No fim do livro é ela quem vai fazer várias revelações importantes para o Day, olho nela. Também aparece um personagem que pode ser o começo de um triangulo amoroso envolvendo um dos dois, que eu não vou comentar por ser spoiler. Um outro inimigo, e dessa vez um personagem, aparece para complicar ainda mais a relação do casal com a República e as Colônias.

A questão utópica, de um sociedade igualitária e todas essas ideologias que a gente sonha enquanto cidadãos, são mais vivos neste segundo livro. E é interessante ver, o quanto isso na verdade é mesmo uma utopia, um sonho. Uma sociedade onde todo mundo é igual, com os mesmos direitos e deveres é algo, que para mim, nunca vai acontecer. Para funcionar, o sistema precisa de gente para trabalhar e gente para governar, e no livro isso é mostrado. Por causa dos ideais do pai, o Day quer destruir a República, pois ele acredita que só assim todos vão ter reais chances de fazerem parte de uma sociedade. Só que tem um momento do livo, que ele percebe o quão sonhador isso é, e que a República pode não ser tão ruim assim.

June, sempre June. Eu a odeio por um instante, e me pergunto se tudo teria sido melhor se nós nunca tivéssemos nos conhecido.
Ás vezes a gente pensa que o segundo livro nada mais é do que uma ponte entre o primeiro e o terceiro, e que pouco tem a acrescentar. Eu mesmo já comentei isso sobre alguns livros nas resenhas, só que com Prodigy é diferente. O propósito de Prodigy é mostrar que por mais tirana que a República seja, sob o comando de um líder que quer o melhor para o povo, ela pode dar certo. Nesse livro uma mudança acontece, mas a gente só vai saber se ela vai dar certo ou não no último livro da trilogia. O futuro dos personagens meio que são determinado nesse também. É oferecido um cargo de importância dentro do sistema para a June e ela aceita. No próximo vamos saber no que isso vai refletir na vida dela.

Eu peguei Prodigy para ler, pois não estava aguentando esperar para saber o que ia acontecer. Os dois livros tem os seus enredos concluídos, mas fica no ar aquela ansiedade de continuação. A famosa pulguinha atrás da orelhas com as possibilidades. Já do começo a ação me arrebatou e foi assim até o fim. Você não para de ser bombardeado pelas cenas de ação que aparecem na sua mente. Assim como Legend, Prodigy é visual e tem cenas de tirar o fôlego como o primeiro. A cena do avião, mais para o fim, é sensacional. O romance tem um destaque um pouquinho maior e como disse, existe a possibilidade de um triangulo amoroso, mas as melhores cenas envolvem a June e o Day. O Day é um dos personagens mais puros que eu já tive a oportunidade de ler.

Termino essa resenha com meu coração aflito e uma vontade doida de perguntar "porquê?" para a autora. O poder que uma linha, em meio a 300 páginas, tem de te fazer sofrer uma vida é uma coisa que só quem leu Prodigy entende. O livro estava terminando e as coisas se ajeitando bem, quando essa frase amarga saiu da boca de um personagem. Por mais que isso me abale emocionalmente, eu não posso terminar sem dizer que a trilogia é uma crescente de ótimos momentos e leituras agradabilíssimas. Eu me surpreendi com o nível do segundo livro, até um pouquinho melhor do que o primeiro, e recomendo que todo mundo pare para dar uma chance para eles. Em vista do quão bom tem sido todos os distópico que tem saído, Legend merece um lugar entre os melhores do gênero.

A ideia de deixar Day para trás dessa maneira, de traí-lo tão completamente, de nunca mais abraçá-lo, de jamais voltar a vê-lo me faz cerrar os dentes de tanto sofrimento.
Prodigy - Livro 2
Marie Lu
Editora Prumo - Twitter/Facebook

7 comentários:

  1. Nossa, não tinha ideia que já tinham lançando a sequência de "Legend"! Estou mais desatualizado do que achava rsrs.
    Adorei o primeiro livro, e sua resenha só me animou mais para ler o segundo! Foi ótimo descobrir que ele não é só um no meio, mas tem sem valor, e pelo visto, bem importante na trilogia.

    Beijos,
    Isa
    http://www.passaporteliterario.com

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  2. Hum...gostei! Não conhecia esse livro e nem sabia da série! kkk Gostei do que você escreveu e vou procurar ver se compro para ler...apesar que estou cheio de livros de distopia aqui. Vamos ver.
    Beijos!
    Paloma Viricio-Jornalismo na Alma.

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  3. É tanto amor assim? kkkk
    Denise, eu quase leio Legend, mas como também era um livro de promoção, enviei para o ganhador e nem li, fiquei com a consciência pesada de ler. hahaa
    Mas agora me arrependo, sinceramente.
    Adorei sua resenha, com certeza agora irei comprá-lo, ao mesmo irei dá um jeito.

    http://clicandolivros.blogspot.com.br/

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  4. Como comentei na resenha de Legend, distopias não é o meu gênero favorito, mas a temática dessa série parece ser boa, então talvez eu leia quando surgir uma oportunidade.

    *bye*

    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  5. Já li Legend e amei, sua resenha de Progidy me deixou cheia de curiosidade hehe
    E sim, as cenas de ação são mesmo muito boas!

    bjs
    www.like-a-livros.blogspot.com

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  6. Gosto muito de distopias
    Esse não conhecia, mas gostei da dica

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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  7. Ai eu já li Legend e adorei, mas faz sim um tempo, acho que vou relê-lo antes de pegar esse então pra evitar confusões. Obrigada pelo aviso! Haha adorei saber que a Tess ganha destaque, eu amo essa menina! *O* curiosa sobre essa frase que abalou tanto! Só não curti muito a possibilidade de um triângulo, já cansei deles, e o Day e a June são super fofos.

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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