Resenha: Uma princesa de Marte

02/08/2013


Um século após sua publicação, Uma Princesa de Marte recebe sua primeira versão brasileira do texto original que inspirou o filme John Carter, dos estúdios Disney. O capitão John Carter, combatente do exército confederado, tenta recomeçar sua vida após perder tudo o que possuia com o fim da Guerra Civil Americana. Ele só não poderia imaginar que seu caminho o levaria a terras desconhecidas em outro planeta. 

Apesar da aparência inóspita, Marte é repleto de vida, com uma flora peculiar e fauna diversificada, habitada por estranhas raças constantemente em guerra umas com as outras. Capturado pelos temíveis tharks, John Carter luta por sua liberdade e busca conquistar o amor de Dejah Thoris, princesa de Helium. Numa jornada repleta de contratempos, ele se envolve em disputas entre as diversas tribos de Barsoom – como o planeta é chamado por seus habitantes –, fazendo poderosos inimigos e ganhando a confiança de importantes aliados. 

Em seus romances barsoomianos, do qual Uma Princesa de Marte é o primeiro livro, seguido por Os Deuses de Marte e O Comandante de Marte, Burroughs criou um herói marcante, uma cultura vasta e rica.

Como comentei na caixa de correio quando apresentei esse livro, eu não gostei da adaptação que fizeram dele, e por isso, tinha um pouco de receio da leitura, o que logo nas primeiras paginas se mostrou infundada. Uma Princesa de Marte é narrado em primeira pessoa pelo John Carter, um ex-combatente da guerra Civil Americana que após ela, perde tudo. Junto com um amigo, eles partem em busca de ouro, mas ao invés disso, John encontra uma forma de chegar a Marte. Lá ele descobre que por mais inóspito que o planeta seja, uma civilização, nem de longe parecida com a nossa, habita Barsomm, como eles o chamam. Para sobreviver, John terá muitos inimigos e aliados e encontrará o amor de uma princesa.

Assim como em todo o livro onde o autor cria um mundo, a uma apresentação ou introdução do leitor nesse mundo, em Uma princesa de Marte também se tem isso. O começo do livro é a visão do John sobre como é Marte e seus moradores. Eu achei o autor muito esperto, particularmente, pois ele deu a voz do livro a uma pessoa totalmente estranha a esse mundo. Não seria tão interessante se o livro fosse narrado por um dos moradores de Marte, porque o elemento estranheza ficaria de fora. É como se o John fosse nós, descobrindo e explorando esse planeta. Uma característica importante do personagem é que ele é bem sóbrio no que fala, mesmo que seja difícil de imaginar o que acontece com ele.

A minha preocupação com esse livro em relação ao filme, era se ele seria tão cansativo quanto. Mesmo o começo dele sendo uma descrição de Marte e depois continue sendo uma descrição da adaptação do John no planeta, ele não é chato. A única coisa que estranhei foi a falta de diálogo, são poucas as conversas, já que os moradores de Marte tem a sua própria linguagem e o John demora a aprender. Acredito que o segundo seja um pouco mais interativo quanto a isso. Falando em linguagem, o livro tem alguns nomes estranhos, já que o autor criou uma outra língua e mundo, mas eu não me senti perdida com isso. Como o John não conhecia a língua, era explicado para ele o que cada coisa significava.

Um ponto valido a se ressaltar, é o quanto o livro foge do esteriótipo do marciano. Não vou descrever muito para não perder a graça, mas os marcianos do Edgar em nada se parecem com os verdinhos minúsculos que eu associo quando penso neles. Quem viu o filme já sabe do que estou falando porque eles são muito estranhos, e quem não viu não se preocupa, pois como disse no começo, o livro tem descrições de como são esses seres e dá para você visualizar bem. Sendo o John um ser estranho em Marte, muitas aventuras aparecem no seu caminho, então, esse é outro aspecto interessante, a ação. O livro possui algumas cenas de ações bem feitas e que se encaixam perfeitamente ao contexto, principalmente as do final.

Para um dos primeiros livros de ficção cientifica, eu não estranhei tanto a leitura ou a linguagem. Superou as minhas expectativas, quando eu já tinha algumas ideias preconcebidas devido ao filme. Já que ele não expõe tantas tecnologias assim, acredito que essa classificação de ficção cientifica se deva a essa ambientação no planeta vermelho. Por mais estranho que possa parecer, o autor convence de que nesse planeta existe vida, e existe uma civilização inteligente e desenvolvida. A leitura fluiu bem e foi rápida para os meu padrões. Quem gosta de ação vai gostar, quem gosta de romance vai gostar, quem gosta de explorar novos mundos vai gostar, ou seja, qualquer um vai gostar.

Minha consciência disse claramente que eu estava em Marte da mesma forma que a sua mente lhe diz que você esta na Terra. Você não questiona o fato, e eu não o questionei.

Uma Princesa de Marte - Barsoom - Livro 01
Edgar Rice Burroughs
Editora Aleph

5 comentários:

  1. Olha, parece super interessante. Anotei aqui na minha lista de leituras...

    Bjs!

    www.universodosleitores.blogspot.com.br

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  2. Hey
    HAHAHA acho que quase ninguém curtiu a adaptação.
    Eu tenho receio de ler e de ver hahaha

    bjs
    Nana - Obsession Valley

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  3. Olá! Você foi marcada em uma TAG no meu blog! Participe consoco!

    Bjs

    http://universodosleitores.blogspot.com.br/2013/08/sobre-nos-tag-de-incentivo-leitura.html

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  4. Só pela capa e pela sinopse fiquei om muita vontade de ler!! Que pena que você não gostou muito da adaptação :( Mas enfim, eu quero ler, é bem o tipo de livro que eu gosto!
    Beijos :)

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  5. Eu fiquei tão, mas tão decepcionada com o filme que pensei que o livro seria fraquinho ou se pá até pior. Mas, De, você me deixou mooooito curiosa! hhaha achei legal o autor descrever e ambientar bem, de modo a nos passar a ideia de sermos estranhos em Marte junto com John. Só fico desanimada por ser série. =(((

    Bijocas!

    @mariapsalles

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