Resenha: As violetas de Março

26/04/2013



Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. 


Emily Wilson acaba de terminar seu casamento com Joel e precisa de novos ares, por isso decidi visitar sua tia Bee, que a muito tempo não via, na ilha onde passava sua infância. Estando no antigo quarto de sua mãe, já na ilha, ela encontra um diário na gaveta da cabeceira e se envolve com a estória de Esther, uma mulher que conta partes importantes da sua vida por meio desse diário. A principio, Emily acredita que a estória de Esther é uma ficção, mas ao comparar fotografias, os lugares por onde ela passou e os nomes, ela chega a conclusão de que a estória pode ser real e mais, que ela tem uma ligação direta com ela.

Em paralelo com a estória do diário, acompanhamos também a vida da Emily nesse mês de março que ela se propôs a passar na ilha. Ela reencontra amigos e faz novos, revê o antigo namorado e um novo homem aparece na vida dela, o pintor Jack. O livro é narrado pela Emily e só muda o foco quando é a Esther quem conta, também em primeira pessoa. Uma das coisas que eu estava curiosa, era sobre o titulo do livro e o kit que a editora mandou junto com ele, queria saber qual a relação e na estória, de fato, tem uma explicação para as violetas, na verdade é uma lenda sobre uma especie de violeta. Não vou contar a lenda porque seria spoiler, mas é interessante e para a estória tem um significado mais reflexivo.

O romance no livro não é aquele cheio de contato físico e juras de amor. A Emily é uma personagem que está passando por uma reavaliação pessoal e profissional, e acredito que ela não saberia lidar com um amor arrebatador ou coisa do tipo. Ela e o Jack, que também não é o cara mais fácil e aberto de se lidar por ter algumas caveiras no armário, começam bem aos poucos, com jantares e conversas. Nada explicito ou amoroso. Isso pode parecer estranho para um romance, mas eu gostei assim, ficou um casal mais focado na cura das suas feridas. Os problemas que o Jack possui são explicados no enredo e você consegue entender porque ele é desse jeito.

Quando eu terminei o livro, fiquei pensando na estória do casal do diário. Acontece uma briga entre eles e isso muda o destino de ambos. Essa situação tem um bom desfecho, mas triste para mim por causa do tempo desperdiçado. Poucas pessoas tem a oportunidade de viver o amor na forma mais intensa e sublime, o verdadeiro, e ver isso sendo jogado fora por causa de um equivoco me deixou com o coração partido, ainda mais por saber que isso acontece na vida real. A mensagem do livro é: a perspectiva que você tem das situações, determina o seu destino, pois é por causa delas que as decisões são tomadas, certas ou não. Imaginar como seria a sua vida se tivesse tomando um outro caminho, quem nunca pensou nisso?

O livro tem alguns problemas na sua construção, trechos sem propósito ou mal explicados, alternância entre um bom ritmo e o arrastado, mas como me envolvi com a estória e gostei de como ela se encaixou, não dei menos do que 5 estrelas no skoob. A Sarah soube escrever um romance gostoso, com personagens o mais reais possíveis. Ele não possui uma grande ação, sendo mais reflexivo e tranquilo. Indico para quem gosta de livros com esse perfil, uma estória mais calma e sobre o passo a passo de uma mulher tentando se reerguer depois de um mal casamento e descobrir a sua história. Espero que a Novo Conceito invista nos livros da Sarah, porque quero mais romances dela por aqui.

Por que uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para a minha vida? Como seria possível?

As Violetas de Março - Qualquer pessoa que já tenha perdido um amor vai se encantar com este livro.
Sarah Jio 
Editora Novo Conceito

5 comentários:

  1. Que linda história. Apaixonei....Histórias sobre perder alguém são sensíveis e maravilhosas.

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  2. Hehe, quero ler esse livro!
    Quando vi que você tinha feito resenha dele vim correndo dá uma conferida, e fiquei triste por saber que ele tem um ritmo mais calmo, tranquilo e um pouco menos de ação. Mas mesmo assim essa capa me tira o fôlego, adoro!

    Ah, você comentou em um comentário no blog que sua mono é com base em A Bela e a Fera, eu fiquei maravilhada!

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  3. Também li esse livro e ficou entre os meus favoritos. Gosteiii demais mesmo. Achei um romance maduro e muito gostoso mesmo de ler.
    Beijos!
    Paloma Viricio- Jornalismo na Alma.

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  4. Gostei da resenha, por ela dar para perceber, como o enredo apesar de ser lento e bem marcante e cativante.

    *bye*

    http://loucaporromances.blogspot.com

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  5. Eis um livro que me envolveu muito! Achei tão delicada o livro da Sarah, cheio de mensagens lindas, fiquei mais envolvida com o casal do diario, achei o amor deles lindo, realmente uma pena tudo que ocorreu.

    Beijos!

    Da Imaginação a Escrita

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