Resenha Hot: A rosa do Inverno

23/01/2013


Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward? 

A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos. 

Lord Edward Rawlings não quer de jeito nenhum ser o Duque de suas terras, isso porque com o cargo vem uma serie de responsabilidades que ele não quer assumir. Edward na verdade que continuar tendo a sua vida boemia e de libertino por tempo indeterminado, mas ele sabe que Rawlings não pode mais ficar sem alguém que cuide de suas necessidades. A solução seria então, ir atrás do próximo sucessor, um jovem que vive com sua tia numa cidade bem distante. Essa tia porém, é Pegeen, uma moça determinada e de personalidade forte que fará o coração do libertino balançar.

A narrativa do livro é em terceira pessoa, o que para casos como esse é o melhor narrador. Vamos acompanhar de perto tudo o que sentem e pensam o casal protagonista e também ficar por dentro das histórias paralelas. O enredo não gira só no romance, ele apresenta um mistério envolvendo a Pegeen e sua irmã, cunhada de Edward, e algumas traições. Esse segredo não é algo no estilo ´´OMG´´, mesmo ele determinando parte do desfecho, e você já o começa a solucionar um pouco antes dele ser revelado, a autora deixa pistas para os atentos.

O casal protagonista combinam perfeitamente bem. A tensão entre eles começa logo no incio do livro e vai até o fim. Só que essa tensão foi bem escrita pela autora, de forma sutil e sem ser forçada. Vale ressaltar aqui, que o livro é hot e possui cenas, insinuações e palavras ligadas a isso. Eu, particularmente, achei bem escrita essas cenas e nem um pouco vulgar, mesmo durante a narrativa quando ela descreve as sensações que ambos sentem um pelo o outro quando não estão juntos. Coloque dois personagens teimosos e encantadores, que se atraem e se repelem, com um pouco de sensualidade e vocês terão o casal Edward e Pegeen.

Desde que a conheci, fui atacado verbalmente por um clérigo, quase perdi um dedo, fui esbofeteado e as minhas entranhas queimam. Não sei se vou aguentar muito mais disso.

Dos dois personagens quem vai se destacar será a Pegeen por sua personalidade e voz ativa durante a relação. Ela é o tipo de mocinha que mais gosto e acredito que a maioria também. Vendo pela época, onde as mulheres eram submissas e sem espaço para falarem e serem quem elas quisessem, a Pegeen meio que se torna uma heroína, já que ela é o completo oposto das convenções. Além de ter opiniões fortes, ela quer lutar por suas ideologias e realizar suas vontades. E o que se comentada na época de que mulheres assim, não chamavam a atenção dos homens cai por terra, quando um cavalheiro bonito e rico batalha pelo seu amor.

Por mais química que os dois tenham e seja bom ler romances assim, em que o casal combine tanto, um dos pontos que mais me fizeram gostar da narrativa foi o toque de humor. Tanto o Edward quanto a Pegeen possuem uma língua afiada, ela um pouco mais, mas as tiradas e situações engraçadas ficam por conta dele. Ele fazia comentários que eu ficava rindo sozinha, imaginando a cena. Esses toques engraçados deram ao livro leveza e tornaram a leitura mais divertida. Mostra que focar totalmente no romance não é necessário para prender o leitor e fazer com que gostemos mais da narrativa.

A rosa do Inverno foi o primeiro livro que li esse ano e um dos mais rápidos também, bom, isso pelo tamanho dele. Iniciei a leitura numa noite e em dois dias já tinha lido as mais de 400 pgs sem perceber. A leitura é fluida, leve e sem palavras muito complicadas, embora o livro se passe em outra época. O casal me conquistou completamente e quando acabou eu fiquei querendo mais. Recomendadíssimo para todo mundo que gosta de romance romântico, que quer algo para distrair e passar o tempo. O que pode acontecer, assim como aconteceu comigo, é o livro te encantar daquele jeito e você sentir falta dele depois.

Edward Rawlings era bonito e possuía um magnetismo que ela não podia explicar direito, mas não podia fazer as mulheres se apaixonarem por ele contra a vontade delas. Pelo menos, não Pegee.

A Rosa do Inverno - (Rawlings 1) 
Patricia Cabot
Editora Essência

Um comentário:

  1. Esse livro é uma da minhas prioridades de leitura, faz tanto tempo que eu nao leio romance histórico que eu tinha esquecido o quanto é bom. Eu adoro livros de romance com humor, focar só no romance eu acho chato.

    bjks

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