Resenha: Destino

15/01/2013


Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo. 

Esse livro está no meu skoob como lendo desde de outubro, acredito que em algum vídeo de correio eu comentei que estava na metade do livro e achando a leitura bem arrastada, e que por isso eu tinha dando um tempo nela. Pois bem, nesse começo de ano eu decidi terminar 3 livros que iniciei a leitura em 2012 e entre eles estava Destino. Terminei de ler e no fim a leitura foi válida.

Está é a primeira distopia que eu leio, ainda é um gênero um pouco confuso para mim, mas consegui entender bem o sistema que rege a vida dos personagens. Ele vai contar a história de Cassia e da busca pelo seu par, determinado pela Sociedade para gerar indivíduos mais fortes. Um dia após saber que seu par seria Xander, seu melhor amigo, Cassia descobre que na verdade, seu par seria Ky, um garoto que ela mal conhece e é considerado uma aberração. Cassia então se vê dividida entre acreditar em seu coração ou na Sociedade.

O livro é narrado em primeira pessoa e pela visão da Cassia, protagonista do enredo. O crescimento da personagem é notório durante o livro, ela começa submissa e aceitando tudo o que lhe é imposto e no fim se torna determinada e questionadora. A parte submissa dela não me agradou, foi a parte arrastada que eu comentei no começo da resenha. É cansativo vê-la aceitando algo que ela sabe que está errado ou que tem vontade de dizer não, só porque o sistema impôs isso. Essa estranheza quanto ao sistema eu acredito ser comum no incio, já que é a minha primeira distopia.

Será que se apaixonar pela história de uma pessoa é a a mesma coisa que se apaixonar pela própria pessoa?

Os principais personagens masculinos não são tão diferentes na parte psicológicas, embora os dois tenham representações distintas. O Xander é o sistema, seguro, previsível e que da certo. Já Ky representa o imprevisível, a liberdade, uma escolha não definida e programada. Não tenho preferencia por nenhum deles porque na verdade o Xander é pouco descrito durante o livro, um ponto negativo que falarei no próximo paragrafo. Para um personagem com uma representação importante, ele merecia ser mais detalhado. O Ky vai ser um enigma que será desvendado aos poucos, provavelmente ao longo da série, já que sua história é bastante fragmentada.

Quanto aos pontos negativos do livro, 3 se destacaram para mim. O primeiro deles é o arrastado até a metade do livro devido a falta de ação e a submissão da protagonista. O segundo é a falha da autora na construção de um possível triangulo amoroso. A Cassia passa pouco tempo com o Xander depois que ela descobre que na verdade o Ky seria seu par, e esse fato é logo no começo da narrativa, o melhor amigo então, praticamente some do livro e aprece esporadicamente. E o terceiro ponto é a repetição de palavras e frases, eu não sei se a autora escreveu dessa forma ou foi a tradução da editora, mas o livro tem muita repetição para enfatizar falas, o quote logo abaixo é um exemplo. Isso só tornou a leitura ainda mais cansativa.

E para ele ter ganhado 4 estrelas no skoob algo de muito bom ele precisa ter. A grande melhora do livro é do meio para o fim, que é onde a ação começa e a Cassia se rebela, de forma contida tenho que ressaltar, contra o sistema. Nessa parte o livro vai focar quase 100% na relação da Cassia com o Ky, e vamos descobrir alguns fatos de sua história, como por exemplo, porque ele é classificado como uma aberração. Descobrimos também uma grande sacada da Sociedade para ter certos controles sobre a vida das pessoas, e o que de fato foi o erro do Xander ser o parceiro perfeito da Cassia e depois ser o Ky, tem uma explicação por trás disso.

Assim que você deseja alguma coisa, tudo muda. Agora eu quero tudo. Mais e mais e mais.

Para primeira distopia Destino se saiu bem. Quando você consegue passar da metade do livro a leitura deslancha e para a conclusão é um pulo. Como sendo o primeiro de uma trilogia, o livro deixou no ar o que está por vir de forma satisfatória, sem que você tenha que ansiar pela continuação. Mais do que o romance, para mim foi bom lidar com esse gênero que vem crescendo e principalmente ter entendido como a Sociedade de Destino funciona. Eu o recomendo exatamente por isso, qualquer pessoa vai conseguir entender esse mundo distópico pela simplicidade com que a autora o escreveu.

Destino - Matched 
Ally Condie
Editora  Suma de Letras

Um comentário:

  1. eu comecei a ler destino a um tempo, mas acabei deixando o livro de lado. ate tenho vontade as vezes de ver como a historia se desenrola, mas eu acho o inicio do livro muito chato. sua resenha me animou para tentar ler ele de novo.

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