Resenha Hot: A Vidente

13/12/2012


Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física. Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino... 

Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos. Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso. 

O livro é narrado em terceira pessoa e alterna os pontos de vista do casal protagonista, Julian e Chloe. Ele é um conde que após perder o filho e saber que a esposa o traía se volta para a bebedeira e farra com as mulheres. Já Chloe é uma jovem de família menos abastada que ao encontrar um bebê abandonado se vê envolvida em uma rede de assassinatos e mistério. As características físicas de Chloe são bem comuns, as de Julian são como a maioria dos mocinhos, principalmente os de romance romântico, feitas para chamar a atenção das leitoras. Sendo assim, ele tem características bem sensuais.

O romance entre Chloe e Julian deu certo, os personagens tem química e o fato de serem diferentes no temperamento, só tornou a relação deles melhor, isso porque o livro tem algumas situações engraçadas que vem dessas diferenças. Além do romance, temos um pouco de ação e suspense nele. De onde o bebê que Chloe encontrou veio? Ele possui uma família? Daí vão partir a resposta de alguns questionamentos que são colocados para nós no começo do enredo. A solução deles é bem obvia e no meio do livro já sabemos quem está por trás desses mistérios.

A parte interessante do livro, é como a autora descreveu o sobrenatural por parte da protagonista e de alguns membros da sua família. Cada um tem um dom e provavelmente ele vai ser usado na narrativa, no caso da Chloe, ela consegue ter algumas visões de fatos que irão ocorrer e para a narrativa isso é decisivo. Tanto que ela conhece o Julian a partir de uma visão. A autora trabalhou também o medo do que sai do comum. Os familiares da Chloe que possuem dons, são excluídos da sociedade e tem dificuldades em achar um companheiro. Julian fica receoso quando descobre sobre as visões e demora um pouco a acreditar na veracidade delas, mas isso não o impede de viver o amor que ele sente pela Chloe.

É de ferver o sangue, mas você é tão abominavelmente inocente – ele murmurou enquanto a puxava pela mão e a arrastava para fora do quarto.

O único defeito que o livro tem para mim, é o foco total no enredo principal. Em determinados momentos a narrativa fica cansativa por se tratar somente dos protagonistas, quando tem outros acontecimentos e personagens que poderiam ter sido explorados. Isso acaba entregando um pouco o enredo, já que a sua mente está focada 100% no Julian e na Chloe e conseguimos pegar logo de cara as pistas que a autora deixa sobre o final. Teve um personagem em especial, o primo da Chloe, que tem potencial para uma história, espero que ele apareça no decorrer da serie. O dom dele é um dos que as pessoas mais gostariam de ter.

A vidente é o primeiro de uma série de 4 livros históricos envolvendo o sobrenatural e uma pitada de sensualidade. Então, os que não gostam de históricos ou romances com cenas sensuais não vão gostar do livro. As cenas sensuais são poucas e não são muito descritivas, mas elas existem no livro. A leitura dele foi rápida e simples, em um fim de semana eu li as 224 paginas sem problemas. Como eu estava precisando de um romance sem muitos dramas e até bem construído e amarrado, ele fez seu papel direitinho.

Pelo pouco que sabia sobre os homens, eles eram muito bons em enxergar as mulheres como imaginavam que elas devessem ser e não como de fato eram.

A Vidente
Hannah Howell
Editora Lua de Papel

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