Cine Cult: As palavras (The Words)

28/12/2012

Quem acompanha o blog, já deve ter percebido que sou fã do ator Ben Barnes, por isso, estou acompanhando desde a pré-produção o filme The Words, traduzido para o Brasil como As palavras. O filme foi lançado em novembro, mas ficou pouco tempo nos cinemas e foi exibido em poucas salas também, a boa noticia é que o dvd já está disponível lá e fora e logo chega ao Brasil.

  É fácil fazer escolhas, o difícil é viver com elas.

As palavras narra a história de Rory Jasen, um aspirante a escritor que vê seu sonho de publicar um livro cada vez mais distante devido as dificuldades que isso acarreta. Tentando começar por baixo, ele consegue um emprego em uma editora, mas seu livro não é considerado bom o bastante. Quando está passando a lua de mel em Paris, dentro de um antiquário, Rory encontra uma bolsa com um maço de folhas dentro. Nesse maço, a uma história que ele transcreve e publica como sendo seu livro. A partir daí o filme se desenrola sobre como a vida do Rory vai mudar depois disso e como ele liderá com a possibilidade de seu segredo ser descoberto.

Para quem quer ser escritor, ou até mesmo blogueiros, lidar com as frustrações de não ser bom o bastante com os seus textos ou não ter seu livro publicado e outras questões como essa são bem comuns. O filme trata exatamente sobre isso, como lidar com o fato de não ser bom o bastante para realizar seu sonho. O personagem lida com isso da forma mais fácil, roubando as palavras de outra pessoa, só que como é dito por outro personagem do filme, ele terá que pagar um preço por essa escolha.


O filme é bom para fazer essa conexão, se imaginar no lugar do Rory e como você lidaria com isso. Confesso que no dialogo "Eu não sou quem eu pensei que fosse e tenho medo de nunca ser." eu fiquei balançada. Me fez parar para refletir sobre os sonhos que tenho e se um dia eles se realizarão. Conseguir sucesso em cima do trabalho de outras pessoas infelizmente é bem comum, como é comum também tomar o caminho mais fácil para chegar onde se quer.  Só é preciso lembrar, que as vezes a vida cobra um preço alto demais para isso.

Quando você começa a assistir o filme, o tempo da narrativa não fica muito claro. Você acha que está no presente, mas tem algumas passagens de flashback que sugerem o passado e o personagem do Dennis Quaid, Clay Hammond, sugere que podemos estar no futuro. Nem com o fim do filme essa questão é respondida. Eu acredito que o tempo certo é o do Clay Hammond e esse personagem está narrado a vida do Rory. Tenho outra suposição também, mas se eu estiver certa, seria um grande spoiler.
 

E falando sobre o que não me agradou, o fim do filme para mim deixou muito a desejar. Primeiro porque ele não responde qual o tempo do filme, e segundo por deixar o desfecho para quem está assistindo decidir. Ele não conclui se o Rory teve que pagar ou não pore ter roubado a história de outra pessoa, fica no ar que não, mas nada concreto. Os personagens dos atores Dennis Quaid e da Olivia Wilde, também não tem uma participação clara no filme, principalmente a da Olivia. A trilha sonora não é marcante, embora nos trailers tenham tocado ótimas músicas, no enredo se tocaram três musicas foi muito.

No geral As palavras é um bom filme, nada excecional ou com atuações brilhantes e como dito acima, ele tem algumas falhas, mas mesmo assim eu recomendo que todos assistam. Acredito que por contar a história de um escritor no começo de carreira que toma uma decisão complicada e isso leva a algumas consequências, nos faça refletir sobre os caminhos que escolhemos. O visual foi algo que gostei bastante, as cenas feitas em Paris estão lindas e as que os atores Ben Barnes e Nora Arnezeder fazem estão bem caracterizadas, já que se passam na época da 2° guerra mundial.


Fazem parte do elenco Bradley Cooper como Rory Jasen, o protagonista,  Zoe Saldana como Dora Jansen, mulher de Rory e os atores Dennis Quaid, Olivia Wilde, Ben Barnes, Nora Arnezeder e Jeremy Irons. Brian Klugman e Lee Sternthal dirigiram o longa, e abaixo vocês conferem o trailer legendado do filme.


Em algum momento você terá que escolher entre a vida e a ficção. Ele são muito próximos, mas nunca chegam a se tocar.

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