Resenha: Sob a luz da Lua

04/11/2012


Best seller do New York Times, Sob a luz da lua, é o primeiro livro da série Nightshade, de Andrea Cremer. A protagonista Calla Thor não é uma menina normal, e sempre soube que seu destino seria se unir a Ren Laroche, sendo sua fiel companheira até o último dia de suas vidas. Só que Calla, assim como Ren, é tão humana quanto loba. Alfa dos Nightshades, ela é responsável pelo bem estar e segurança dos outros integrantes de seu grupo e deve obediência aos Defensores, feiticeiros que vigiam os humanos desde tempos imemoriais. Tudo estaria a salvo se não fosse Shay Doran, um misterioso humano que faz Calla transgredir as severas leis que regem seu mundo e colocar em risco não só a sua vida, mas a de todos aqueles que ama. O segundo volume da série acaba de ser lançado nos Estados Unidos e também já está na lista de mais vendidos do New York Times. No site da autora www.andreacremer.com a seção Sound Scripts cria uma trilha sonora para acompanhar a leitura do livro, capítulo a capítulo. 


Calla é a protagonista do livro Sob a luz da lua, alfa da matilha Nightshade, ela está prometida para se casar com Ren, o alfa da matilha Bane. Só que as coisas mundam quando o humano Shay entra no seu mundo, e traz com ele mistérios e a possibilidade de tudo o que ela acredita estar errado. O livro é narrado em primeira pessoa, teremos então todos as situações narradas pela Calla, uma garota de 16 anos com um forte senso de proteção com a sua matilha e que carrega nos ombros um futuro já traçado. Ren representa as obrigações que Calla deve seguir como alfa e embora ela até goste dele, Shay vai despertar e representar o seu desejo de liberdade.

De todos os seres sobrenaturais os lobos/lobisomens tem um lugar especial no meu coração, gosto bastante da monogamia e da ideia de uma companheira feita ou escolhida especialmente para você, e nesse livro temos isso. Os alfas das matilhas, Calla e Ren, estão destinados a se casarem desde do nascimento. Eles possuem características que juntas, formam uma matilha vencedora. Claro que a Calla vai questionar seu poder de escolha, o dever ou o que ela quer, no caso Ren ou Shay, e por mais focado que a narrativa seja em Shay, não consigo não gostar e torcer pelo Ren. Espero que no segundo livro, que tem o nome de sua matilha no título, ele tenha um papel maior e consequentemente apareça mais também.

Ele arriscaria tudo para encontrar uma forma de estar ao meu lado e me libertar. Porque o amor é isso, não? Precisa ser.

O que mais me prendeu nesse livro foi o mundo que a autora criou. As explicações para existirem os lobos ou guardiões, defensores e outros seres e termos são bem consistentes. O que senti necessidade de ser explicado é o que a autora deixou de proposito para a continuação, mas nesse primeiro, você já tem uma base sólida de como e porque a maioria das situações acontecem. E o que menos me prendeu foi o romance bastante clichê, lógico que gostei dos protagonistas e de algumas cenas deles se relacionando, só que o modo como ele é conduzido não me agradou.

Tenho a concepção de triangulo amoroso como uma das pontas não sabendo quem escolher, tendo sentimentos iguais e dúbios em relação as outras duas, o trio Calla, Ren e Shay para mim não é um triangulo amoro. Desde a sinopse já podemos imaginar quem a Calla vai escolher, em nenhum momento ela exita quando se trata de sentimentos, ela pode ficar em duvida sobre quem é o certo quando o seu senso de obrigação para com a sua matilha fala mais alto, mas no coração dela, tudo já estava escolhido. Ela tendo escolhido tão cedo um dos personagens, o que qualifica um triangulo não existe mais, agora, se no próximo livro os sentimentos mudarem, tudo bem, mas nesse primeiro o triangulo amoroso para mim não existe.

Você pertence a si mesma. E posso esperar até que você descubra isso. 

O livro apresenta dois problemas de revisão mais sérios por assim dizer, na orelha do livro e na sinopse do mesmo, o sobrenome da protagonista é Thor, mas na estória em si, o sobrenome aparece Tor, não sei qual é o verdadeiro. E o erro que eu considero pior é a mudança de característica de um personagem importante, dizer quem é seria spoiler, só adianto que a descrição de um novo lobo é dita de duas formas diferentes, marrom com branco e castanho com feixes dourados. Esse ultimo pode até ter sido um erro de interpretação meu ou da tradutora, porém, está de duas formas diferentes.

Sob a luz da lua foi um livro que li rápido, pois a leitura fluiu bem. Não tive problemas com os termos criados, pelo contrário, foi o que mais me interessou e é isso que está me deixando bastante curiosa para ler a continuação. Imagine que a estória de quem você é e quem deve servir e proteger seja uma mentira. Essa é a premissa do primeiro livro. Imagine depois você descobrindo a verdade e fatos novos que vão mudar tudo o que você acreditava. Ainda é a premissa do primeiro, mas o começo do segundo. É bem sobre como tudo vai se resolver e como será explicado que estou curiosa e esperando ansiosamente a continuação.

Seria assim um beijo? Essa eletricidade que sinto quando nossas mãos se tocam, mas nos meus lábios?

Para deixar registrado, fica aqui a minha raiva com algo que o Shay disse para a Calla. Ele a questiona sobre o seu livro favorito e ela responde A longa Jornada, ele gosta da resposta, diz ser original e que pelo menos ela não escolheu Orgulho e Preconceito ou outro livro da Jane Austen por ser uma resposta batida... respirei fundo durante esse trecho. Orgulho e Preconceito é o meu livro favorito e pode até ser batido, mas com uma estória de amor tão bem construída e atemporal, não é atoa que muitas pessoas o citem com o seu favorito.

Sob a Luz da Lua - Nightshade - Livro 1 
Andrea Cremer
Editora Galera Record

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