Resenha Hot: Um Gosto de Vida - As Irmãs Keyes

24/11/2012


Existe algo mais doce do que o primeiro amor? Não pergunte para Claire Keyes. Aos 28 anos, ela é considerada um prodígio do piano. Porém, em seu currículo amoroso não há um relacionamento sério, tampouco um caso de verdade. Sua carreira de concertista deixou pouco espaço para amigos e parentes. E é por esse motivo que Claire não visita Nicole e Jesse, suas irmãs, nem a tradicional confeitaria da família há anos. Mas agora Nicole está doente e já faz tempo que Jesse desertou. Sem considerar o fato de Claire não saber botar água para fever, ela está determinada a bancar a dona de casa. Criar laços com as duas irmãs está no topo de sua lista... junto com se apaixonar ou, pelo menos, ser seduzida pela primeira vez. Apesar de ser um homem tão atraente quanto sério, pode ser que Wyatt se encaixe nos planos de Claire. Embora não pare de dizer que ambos vêm de mundos diferentes, ele fica mais aceso do que forno de padaria sempre que ela se aproxima. Se continuar assim, talvez Claire dê a ele uma chance... e deixe um gostinho de quero mais. 

Um gosto de vida é narrado em terceira pessoa, sendo esse na minha opinião o melhor narrador, já que ele vai acompanhar o casal protagonista, Claire e Wyatt, além das duas irmãs de Claire, Nicole e Jesse, de forma igualitária. Claire é descrita como uma moça linda, cabelos longos e loiros e rosto perfeito. Wyatt tem uma beleza mais comum, rustica por assim dizer. No começo eles não se dão bem, já que Wyatt é muito amigo de Nicole e ela e a irmã não se dão bem. Com o avanço da narrativa e as dificuldades se resolvendo, Claire e Wyatt se entendem e começam a viver um romance doce, mas ao mesmo tempo quente.

Gostei desse livro não só pelo romance, que embora previsível, seja gostoso e leve de ler, mas também por tratar de temas pouco introduzidos nos livros. O primeiro deles são os ataques de panico, Claire é diagnosticada com a doença depois de ter um surto durante uma apresentação e decide tirar um tempo para ela e resolver isso. A autora descreve a doença de forma superficial, porém, que cabe na história. Ela não aprofunda, até porque não é esse foco, apenas cita os sentimentos que a Claire tem em relação a isso e como ela o trata. É um assunto sério que gostei de ter lido sendo tratado como qualquer outra doença, no sentido de que qualquer um pode desenvolver, até uma estrela mundialmente conhecida, e o melhor, ela é tratável.

O segundo tema foi a música, que mesmo sendo comum, me cativou pela forma doce como foi escrito. A música para Claire é tudo, com 3 anos de idade ela sentou em frente a um piano e seu talento apareceu, desde então, ela dedica todo o seu tempo para ser a melhor. O enredo gira na relação da Claire e da música e quando esse relacionamento se rompe por causa dos ataques de panico, ela se desespera. Tocar é tudo o que ela sabe fazer e embora ela aprenda a trabalhar no confeitaria da família no decorrer do livro, ela não consegue se desvencilhar da música totalmente. É bonita a relação dela com a música. Eu particularmente amo piano e se pudesse escolher um instrumento para saber tocar, seria ele com certeza.

- Vou tocar piano para um monte de gente. Você poderia ficar parada perto de mim, como fez da outra vez? Amy assentiu, e sinalizou. 
- Por quê? 
- Estou com medo - admitiu Claire. - E ter você por perto diminui meu medo.
- Eu vou proteger você. 

E por fim, temos uma deficiente auditiva no livro. Já expressei em minhas resenhas o quanto gosto de livros que trazem os deficiente e com esse não foi diferente. A filha de Wyatt, Amy, nasceu surda, e o livro traz um pouco das dificuldades que eles enfrentam. Como é o seu processo de aprendizagem e um assunto bem comum para os surdos, o implante coclear. Eu sabia bem por alto o que é e como ele funciona, mas foi interessante pesquisar mais sobre o assunto e saber porque para a história ele era relevante.

Acredito que vocês perceberam pelas palavras românticas que utilizei durante a resenha, que esse livro é o clássico romance de mulherzinha. Ele foi escrito para entreter e para que em determinados momentos você refletisse. Não esperem algo muito elaborado ou uma narrativa excepcional, os personagens são cheios de defeitos e problemas reais, a intenção é apenas de que você leia uma boa história de amor e passe um tempo agradável ao lado do livro. A proposta é que a trilogia melhore muito, tendo o seu ápice no terceiro, pois de todos as irmãs, quem tem mais problemas e os mais graves também é a Jesse e o livro dela é o ultimo. Não que esse não tenha um desfecho, ele tem o seu começo, meio e fim, mas a relação das irmãs estava bem comprometida e em cada livro ela vai se restabelecendo.

Enfim, a leitura foi agradável e rápida. A Susan soube amarrar a narrativa para que você não parasse de ler até saber o desfecho e foi isso que realmente aconteceu comigo. Ele é sim hot, pois tem algumas cenas de sexo descritas que não achei fortes, mas como descrevem o ato em si e algumas insinuações, fica o aviso.

 – O que vocês realmente querem?
Ele percebeu que Nicole nem precisou pensar na resposta. As mulheres nasciam sabendo desse tipo de coisa, ou descobriam conforme ficavam mais velhas?
– Queremos ser importantes. – Falou ela. – Queremos ser a parte mais importante do mundo de vocês. Queremos saber que estariam perdidos sem nós, que sofreriam quando partíssemos e que contariam as horas as horas até que voltássemos. Daríamos a eternidade a vocês, homens, se conseguissem ao menos nos convencer disso.

Um Gosto de Vida - As Irmãs Keyes - Livro 1
Susan Mallery 
Editora Harlequin

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