Resenha Nacional: Agridoce

19/07/2012


Anya é uma garota comum, estudante de gastronomia e que mora em Florianópolis. Certa noite, ao passear pela praia ela sente um aroma que a atrai terrivelmente, um perfume, uma mistura de fragrâncias que mexe com todos os seus sentidos. Na noite seguinte ela e vê perseguida pelo aroma e descobre que ele vem do corpo de um belo banhista que sai do mar. Cedendo ao impulso, ela vai até ele. Surpreendendo-o, ela o lambe e encosta o nariz em sua pele. Atormentada pelo aroma, ela precisa experimentar, então, alcança seu pescoço e o morde numa veia pulsante. Anya então descobre o prazer de degustar o sangue doce, que a fazia pensar em frutas flambadas, temperado com o sal da água... o sabor agridoce que a desperta para uma necessidade vital que fará parte de sua vida à partir de então, a necessidade de sangue... 

Não farei um pequeno resumo do livro no começo desta resenha, pois a sinopse está bem explicativa. Basicamente Anya é despertada como vampira pelo cheiro de um surfista e sua vida então passa por grande transformações, tanto físicas como emocionais. Somos apresentados a um mundo de vampiros completamente diferente do que estamos acostumados ou já lemos e vimos. Um mundo bem pensado e que faz sentido.

O livro começa de uma forma um pouco confusa, muitos persongens e situações são apresentados a nós logo de cara. Aparentemente, pensamos que esses fatos não tem conexão, mas tudo tem um porquê. É narrado em terceira pessoa, e isso nos faz estar em todos os lugares e saber o que todos os personagens pensam e sentem. Se por um lado é bom saber de tudo, por outro não temos aquela empatia com algum persongem, pois estamos indo e voltando na narrtiva.

Antes de comentar os personagens, só explicar algo sobre o mundo dos vampiros em Agridoce. Quando um vampiro é despertado, o seu escravo de sangue e o seu antagonista são despertados também. O escravo de sangue será quem alimentará o vampiro e que terá com ele uma ligação forte, não apenas de sangue, para o resto da vida, e o antagonista é quem deverá caçá-lo e matá-lo. Nós temos Anya como protagonista, uma estudante de gastronomia meiga e tímida e muito inexperiente. Temos Dante, o médico charmoso e correto e por fim Daniel, um garoto de programa bombado, de fala mansa e que quando quer consegue. Quem é o vampiro vocês já sabem, agora o escravo de sangue e antagonista vocês terão que ler o livro para saber.

Estava ali o sabor que tanto procurara, o doce sangue que a fazia pensar em frutas flambadas, temperado om o sal da água do mar, a perfeição...o sabor agridoce...

Como eu disse no começo, o enredo desse livro é diferente e inteligente. A relação entre vampiro, escravo e antagonista é bem trabalhado. Espera-se que o antagonista destrua o vampiro, mas nada me tira da cabeça que a autora pode nos preparar uma supresa nos próximos livros, só um palpite. Com isso uma nova possibilidade se abre, como o antagonista vai conseguir superar a vontade que ele tem em matar a vampira já que ele foi despertado para isso? Agridoce deixa muitas perguntas em aberto, perguntas do passado de alguns personagens e perguntas do que pode acontecer. Quero muito saber como a autora vai responder todas as perguntas.

O trabalho gráfico da editora Modo me surpreendeu de forma positiva, todas as páginas do livro tem um arabesco nas beradas e começo de capítulos. Capa simples, mas linda, folhas amarelas e fonte boa para leitura. Só dois pontos não me fizeram mais feliz com a obra, primeiro a quantidade de erros na questão da oralidade. Exemplos: "pra" e "to", costumamos falar muito dessa forma, porém gramaticalmente está errado. Sempre na forma escrita é para e estou, quando eles veem em itálico é porque o autor quis colocar dessa forma e no livro aparece com itálico e sem. É confuso porque não sei se foi a autora que colocou dessa forma ou se passou despercebido na revisão.

O outro ponto é a quantidade imensa de reticências que o livro possui. Em um paragrafo ás vezes você tem quatro, cinco reticência e isso torna a leitura cansativa. Ao pé da letra, quando essa pontuação aparece você tem que parar a leitura um momento já que ela indica algo que fica no ar, que o personagem não quis dizer. E ficar fazendo isso toda hora não deixa a leitura fluir, teve vários momentos que eu ignorei essa pontuação e dei ritmo a leitura por minha conta.

Sei que isso não deveria interferir na hora de resenhar, mas coloco aqui para vocês estarem cientes que faz parte dessa edição do livro. É um livro muito bom e que recomendo mesmo com esses probleminhas, quando eu os deixei de lado consegui entrar na estória e ler tranquila. Aguardo ansiosamente Cítrico, a continuação de Agridoce.

Uma mente leiga só entenderia aquela atração pelo viés sexual, mas não era assim... a proximidade do seus corpos era muito mais que o simples desejo sexual. Era um êxtase total, completo, era a junção de corpos, almas e sangue.

Agridoce 
Simone O. Marques 
Editora Modo

7 comentários:

  1. Gostei muito dessa capa e do enredo. É algo bem entusiasta e diferente dos livros habituais.

    Adorei tua resenha, bem escrita e passa uma ampla ideia sobre os pontos principais do livro.

    Lista dos desejados aqui vai Agridoce. (pena que é uma série, sendo assim só o comprarei depois de todos lançados 0/)

    Beijocas :*
    @pirulitolimao

    ResponderExcluir
  2. Caramba, uma história que se passa aqui em Floripa e eu desconhecia.
    Eu não sou a maior fã de histórias de vampiros, mas vale a pena da uma olhada.

    Valeu!
    liliescreve.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Sinceramente, a sinopse já mostra que a história é bem estranha, afinal me imagino numa praia e de repente uma garota chega e *Hã?!* me lambe...O.o Sério, numa reação espontânea poderia até dar um soco na pessoa, vai saber o que ela quer com aquilo. Atitude estranha da poxa! Essa diferença sobre vampiros, no mundo desse livro, já começa pelo fato de que as pessoas despertam para o vampirismo e não são transformadas, correto? Essa trama é bem diferente mesmo de tantos romances com tema de vampiros que estão sendo lançados, ainda bem...um pouco de luz no túnel. O vampirismo nesse mundo parece baseado em Karma, né? Essa relação de Vampiro ~ Escravo ~ Caçador me cheira a algo de destino. Essa formatação do texto que você falou é algo a se analisar mesmo, também me perguntaria se essas coisas existem no livro original. Não acho que esses detalhes deveriam ficar de fora da resenha, uma vez que interferem na experiência da leitura. Você fez muito bem em mencionar estas coisas. Parabéns pela resenha!

    Beijos!

    ResponderExcluir
  4. Achei esse livro bem confuso. Não me interessei muito por ele. Mais adorei sua resenha bem detalhada.

    Beijos :)
    http://www.ummundodecomentarios.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  5. No primeiro momento eu achei o enredo meio confuso, mas ao mesmo tempo achei interessante, por ser uma forma diferente de retratar o mundo dos vampiros.
    *bye*
    Louca por Romances

    ResponderExcluir
  6. Acabei de voltar de Florianópolis e leio essa reanha haha.

    Apesar da história ser um pouco confusa o livro parece ser bem interessante, com esses vampiros diferentes do que estamos acostumados (na real, todos os vampiros são diferentes agora haha) mas pelo menos esses parecem fazer algum sentido. Acho que Agridoce vai para a minha lista de desejos o/
    Muito boa a resenha, adorei. *-*

    Beeijos
    Mah
    http://sessaodas10.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  7. É realmente terrível ler livros que tem erros que matam a gente de raiva e não em venha falar em licença poética, estamos em um país em que o português é cada dia mais assassinado e quando você pega uma obra , vc quer ao menos aprender algo, ler melhor, falar melhor e qd há esses erros é um perigo aos jovens que precisam aprender algo melhor lendo !

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.