26/08/16

Resenha e Sorteio: A garota Italiana


Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.

Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana - e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada - e apaixonada - por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.

Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Abandonar um livro é sempre complicado. Ainda mais quando ele tem uma contação boa no skoob e muita gente comentando bem sobre ele. Não sei o que aconteceu com A garota Italiana, visto que sou uma leitora que pouca abandona livros, mas tentarei me justificar. Este livro traz um mote interessante e um universo que eu nunca tinha visitado, o das óperas. Rosanna desde muito pequena tem talento para a ópera e se apaixona por um tenor mais ou menos na faixa dos 11 anos. Roberto fica marcado em seu coração e determina todos os passos da menina. Um pouco mais velha, Rosanna vai estudar na melhor escola de música da Itália e um dia seu sonho de menina se realiza, o de cantar com Roberto. Começa assim, um relacionamento dentro e fora dos palcos.

Logo no começo a autora diz que esse é um dos primeiros livros dela, que os editores pediram os seus escritos antigos e aprovaram a publicação. Ela reformulou algumas coisas e ele foi lançado. Para mim ficou muito claro que esse era o primeiro livro da escritora e esse foi um dos pontos que não gostei. O livro merecia uma edição melhor e um encaixe mais interessante. São muitos núcleos e muitos personagens, o que causou uma confusão tremenda, pelo menos para mim. O livro tem o núcleo principal da Rosanna com o Roberto e depois vem o do irmão dela, da irmã, da amiga, da amante do Roberto, do marido da amante do Roberto... é muito gente para administrar de uma forma coerente e que não fique cansativo. Menos personagens e menos páginas poderia ter feito esse livro ótimo.  

Primeiro trailer de Maximum Ride

Lembro que quando a Novo Conceito começou a divulgação do livro Maximum Ride, de James Patterson, já tinha esse rumor de que o livro viraria filme. Anos se passaram e eis que uma web série vem por aí. Parece que o filme inteiro será exibido em algumas cinemas americanos, mas também passará na web e alguns serviços de streaming.

O lançamento deve acontecer entre agosto e setembro.



Sinopse do livro 1:

25/08/16

Cine Cult: Nerve

Nerve | Classificação: ★★ (Regular) | Estreia em 25 de agosto de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


É incrível como uma ótima ideia, com uma crítica atual e contundente à forma com o qual nos relacionamos com as redes sociais e à internet, e que poderia levar a um filme realmente memorável pode ser destruída pela mediocridade daqueles que a desenvolvem. No filme, a tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua, até então, amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes.

O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial. A ideia de jogadores fazendo qualquer desafio para agradar seus observadores e se manter num jogo que logo se torna doentio é uma jogada ao absurdo do que já acontece num mundo povoado por YouTubers e outros criadores de conteúdo de redes sociais. Tudo por um like e por mais views.


23/08/16

Resenha: O Diário Internacional de Babi


Mudar nunca foi a palavra preferida de Bárbara. Porém, depois da separação dos pais, a garota de 15 anos se vê obrigada a migrar com a mãe e os irmãos para Orlando, a cidade americana onde os sonhos ganham vida. E descobre que a fronteira entre o real e o ilusório pode ser mais difícil do que parece.

“Como a terra do Mickey, o livro de Chris Salles é cheio de magia, pois nos transporta instantaneamente para a vida da Babi, a protagonista. Com o diário dela nas mãos, nos sentimos íntimos, como se ela fosse uma amiga querida que nos escolheu como confidentes. Através de suas experiências, ela nos mostra que a primeira imagem de uma pessoa pode enganar, que devemos ser mais receptivos, que processos de adaptação podem ser complicados, mas não duram para sempre. Acima de tudo, Babi nos ensina que a vida real também tem seus momentos de contos de fada. Basta a gente permitir que eles aconteçam. E, especialmente, nunca deixar de sonhar.” - Paula Pimenta

Romance juvenil da carioca Chris Salles, autora que teve mais de 5 milhões de leituras na rede social de escritores Wattpad, tendo vendido dois prêmios Wattys 2015.

Narrado em primeira pessoa pela personagem Barbara, O Diário Internacional de Babi conta a história de uma garota que está se mudando do sul do Brasil para Orlando, nos Estados Unidos com seus irmãos e mãe por conta de problemas financeiros que a família vem sofrendo. Então, a convite de um dos tios que já mora por lá há algum tempo, a mãe de Babi decide levá-los embora e tentar a sorte em terras estrangeiras.

Ao chegar a Orlando, Babi e a família ficam instalados na casa do seu tio. Mas isso não é o pior. O pior de tudo é que ela será obrigada a conviver com a prima Ana, com quem nunca se deu bem na infância e com o primo Vinicius, por quem era apaixonada e escrevia bobas declarações de amor. Apesar dos conflitos por causa da nova vida, e de seu jeito totalmente atrapalhado, Babi vai tentando se adaptar ao lugar e acaba reencontrando Theo, um garoto que ela conhecera no voo e que achou que não veria nunca mais. Então entre mal entendidos e muita confusão, os dois acabam se aproximando, embora essa aproximação gere muita inveja por parte das garotas que são caidinhas pelo jovem simpático e amante de música.

Músicas são sons diferentes que se cruzam e se combinam. Então, para mim, escolher um instrumento seria como escolher apenas uma estrela e deixar um universo inteiro para trás.

Lançamentos de agosto da editora Planeta

Em agosto a Planeta está recheada de lançamentos e muitos deles acontecerão na Bienal de São Paulo. Aqui no site terá resenha de Desejo Concedido, livro que a Megan Maxwell vem lançar durante o evento.


22/08/16

Cine Cult: Quando as luzes se apagam

Quando as luzes se apagam | Classificação: ★★ (Regular) | Estreou em 18 de agosto de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


O mais primitivo e instintivo medo humano é explorado nesse filme com um visual ótimo e uma boa utilização de efeitos práticos ao invés dos já comuns efeitos CGIs. Uma pena, porém que a história com ótimo potencial seja mal desenvolvida e a própria ideia desse terror – um monstro que vive apenas no escuro e nas sombras – deixe a impressão que poderia ser melhor utilizada. Depois que seu pai, Paul (Billy Burke) morre de maneira misteriosa, Martin (Gabriel Bateman) é atacado por uma silhueta que aparece apenas no escuro e vem falando com sua mãe, Sophie (Maria Bello).

Assustado e sem conseguir dormir, o garoto de apenas 10 anos procura ajuda de sua meia irmã, Rebecca (Teresa Palmer), que terá de reviver os estranhos terrores de sua infância. Baseado no curta viral de 2013 do mesmo diretor, David F. Sandberg, que impressionou o diretor e aqui produtor James Wan (Invocação do Mal 1 e 2, Sobrenatural 1 e 2), o longa se utiliza da mesma ideia de terror, onde a figura aparece apenas na falta de luz. A criatura está melhor desenvolvida e os movimentos aracnídeos e tortuosos entregues por Alicia Vela-Bailey fazem da assombração algo que poderia ser memorável se o resto do filme seguisse o mesmo caminho que o início do filme.


A história do filme como um todo e do background de Diana da assombração, é original e demonstra a criatividade por trás do filme; porém o roteiro parece mal desenvolvido. Não há uma entrega interessante sobre os acontecimentos anteriores e em determinado momento a criatura deixa de causar o medo de antes, se tornando um monstro a ser derrotado. Há ainda a ambientação que no início é impecável, traz o uso do claro e escuro para a aparição de Diana de maneira assustadora e genial. Isso porém não se desenvolve da mesma maneira ao longo de todo o filme – exceto cenas pontuais incríveis – o que demonstra talvez a falta de experiência com longas de Sandberg, mas seu talento inegável na criação de cenas tensas. Esperemos que sua direção melhore em Anabelle 2.

Definitivamente Quando as Luzes se Apagam tem uma proposta criativa e assustadora que não se realiza em um filme de terror memorável. Pelo contrário, é um filme passável que, salvo algumas cenas bem feitas, não consegue manter o clima tenso que supostamente deveria. Talvez um menor uso do escuro nas cenas e um abuso da existência da luz fosse uma ideia melhor à película continuamente escura com poucos focos de luminosos. Ao fim, mais um terror apenas assistível baseado em um curta incrível, tal qual já aconteceu com Mama.



20/08/16

O que eu assisti: Junho e Julho - 2016

Junho não foi um mês que eu vi muitas coisas, mas julho compenso um pouco. Nos dois meses vi Sons of Anarchy, Sherlock e Procurando Dory.


© Seja Cult
Layout de Maira Gall e editado por Denise Simino