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Rambo: Até o fim!

19.9.19

Rambo: Até o fim! || Estreia em 19 de setembro de 2019
Crítica: Helen Nice

Rambo defende os seus... a qualquer custo!

Chega aos cinemas hoje o último (será???) filme da franquia, Rambo: Até o fim! Para os fãs de Sylvester Stalonne que estavam saudosos de "tiro, porrada e bomba", preparem-se!! Ele volta mais idoso, porém tão violento quanto sempre. Já aposentado e fazendo trabalho voluntário junto a um grupo de resgate, lá está John Rambo vivendo no rancho em que nasceu na fronteira entre os EUA e o México. Opa! Já imaginam contra quem é a treta da vez, né? Para alguém que passou a vida lutando com inimigos vorazes, não é tão simples assim se aposentar. Os traumas psicológicos ficam marcados nas entranhas e sempre volta aquela cobrança por desempenho e a obrigação de salvar alguém ou defender seu País.

Mas Rambo até tenta viver pacificamente cuidando do rancho, treinando cavalos e se dedicando a uma sobrinha do coração, Gabrielle (Yvette Monreal), filha de uma amiga querida, e a sua fiel ajudante do lar Maria (Adriana Barraza). Até que a garota resolve fugir para o México em busca de seu pai ausente e é sequestrada por uma gangue local, chefiada por Hugo Martinez (Sergio Peris-Mencheta) e seu irmão Victor Martinez (Óscar Jaenada), que além de drogas também vende escravas sexuais. Rambo é obrigado a atravessar a fronteira para resgatá-la e enfrentar o cartel mexicano. Nem tudo acontece como planejado e ele terá que armar uma emboscada violenta para fazer justiça com as próprias mãos. E nenhum criminoso sairá impune!


O público alvo já sabe exatamente o que esperar. Rambo segue aquela velha fórmula "estou aqui tranquilo, tenho problemas psicológicos, então não mexam comigo!" E os bandidos vão lá e "cutucam a onça com vara curta". Não tem muito o que dizer quanto a isso. Funciona!!! E quem curte vai ao cinema e vai se divertir. Porque nosso lado mais sombrio vem à tona e a gente se pega torcendo para ele matar todo mundo! É sempre assim... e neste também! Tudo muito absurdo, Rambo faz tudo sozinho e tem armamentos para destruir um estado. As cenas de ação e violência são cruéis e bizarras como é de se prever. E é isso que esperamos de Rambo. Alguns momentos tristes, ternos, chorosos e dá-lhe porrada!!!

Stalonne ainda dá um caldo em matéria de ação e mais uma vez o diretor Adrian Grunberg usa o carisma do ator para nos levar aos cinemas. O próprio Stalonne assina o roteiro junto com Matt Cirulnick. As músicas de Bryan Tyler dão o clima de ação. O filme é preconceituoso, xenofóbico, ufanista...sim!! E nos dias de hoje isso incomoda muito. Mas é Rambo... gostemos ou não! Rambo defende os seus... a qualquer custo.

Branca como a Neve

18.9.19

Branca como a Neve || Estreia em 19 de setembro de 2019
Crítica: Helen Nice

Prepare-se para uma releitura moderna, atual e sensual do clássico dos Irmãos Grimm. 

Uma versão rock'n'roll de Branca de Neve, em um mundo real, muito diferente daquela mulher submissa e servil que cozinha e limpa, totalmente alienada pelos anões. Aqui teremos uma personagem feminina que cresce com a adversidade e assume sua sensualidade sem se prender a qualquer conceito moralizador. Livre para vivenciar diferentes relacionamentos e explorar a vida com alegria e humor. Aquela garotinha que permeia o imaginário coletivo tem aqui sua história recontada como uma mulher moderna em uma comédia divertida e original com toques bem picantes. Deixe de lado qualquer expectativa e vá se divertir com Branca de Neve, a Rainha, maçãs vermelhas, floresta, animais... porém vistos sob uma ótica totalmente diferentes por Anne Fontaine e Pascal Bonitzer.

O filme é dividido em capítulos como num conto de fadas. No primeiro temos Claire (Lou de Laâge), uma bela jovem que trabalha no hotel de seu pai falecido. O local agora é administrado por sua madrasta que tem um ciúme indisfarçável pela enteada. O amante atual da madrasta se apaixonou por Claire para piorar a situação. A madrasta decide se livrar de Claire e arquiteta um plano para matá-la. No segundo capítulo temos Maud (Isabelle Huppert), a madrasta má. Logo no começo quando vemos maçãs vermelhas e um espelho já ligamos os fatos. Esse ponto de conexão como referência ao conto são divertidos. As cores são usadas muito bem para definir as personagens. Isabelle Huppert está muito bem no papel da vilã moderna, malvada, porém sedutora.


No terceiro capítulo - Blanche de Nieve - as histórias se conectam. Claire consegue escapar da armadilha de Maud, é salva por um homem misterioso e consegue abrigo na fazenda dele. Sem ter para onde ir, Claire decide ficar no vilarejo e atrai a atenção dos locais por sua beleza. Em pouco tempo a bela Claire, de pele branca como a neve, tem sete homens aos seus pés. É o começo de sua jornada de auto conhecimento e libertação tanto romântica como carnal. Cada um destes homens, à sua maneira, faz com que Claire descubra a vida com intensidade e erotismo. Claire tinha uma madrasta castradora e levava uma vida tradicional e após a morte do pai e o trauma causado pela tentativa de assassinato de Maud, ela muda seu ponto de vista e passa a viver plenamente.

Os "anões" aqui representados pelos homens são retratados através da construção psicológica de cada personagem e suas diferentes personalidades. Temos um violoncelista, um padre, um livreiro, um atleta, um veterinário. A natureza exuberante e os animais tem papel de destaque no desenvolvimento sensual da heroína. As cenas na casa do estranho homem foram feitas em Vercors, na França. e a fotografia é muito bela. Para Claire é um recomeço de vida, uma página em branco para escrever à sua maneira. Ela se emancipa e faz isso com seus parceiros. O filme fala sobre relação com os homens e a fragilidade, a velhice, o tempo, o desejo. Branca como a Neve pode acontecer atualmente e é mágico!

Disney trabalha no live-action de Irmão Urso

16.9.19

O portal americano We Got Discovered divulgou a informação que o próximo projeto live-action da Disney é o Irmão Urso. Esse portal é o mesmo que anunciou o lançamento do remake de Aladdin no começo deste ano.

Irmão Urso foi lançado em 2003 e deve se basear em Dumbo, com interações entre atores reais e animais feitos em computação gráfica. Após esse projeto, os próximos devem ser A Princesa e o Sapo (2009), Nem que a Vaca Tussa (2004) e Bambi (1942), além da sequência de Aladdin.


Oh My Venus

15.9.19

Sim, é um fato. Estou muito viciada em doramas e é provável que vocês vejam indicação do que estou vendo com mais frequência. Tenho tentando equilibrar com as séries que já vejo, mas é complicado. Se tem uma coisa que os doramas são é viciante. Não consigo ver um episódio só por vez e quando me dou conta já vi três, quatro episódios numa tacada. Mas enfim, o dorama que quero comentar com vocês hoje se chama Oh my Venus e foi uma indicação de um grupo literário que participo no facebook. O pessoal falava tão bem dele que fiquei curiosa e peguei para ver. Ele tem 16 episódios de mais ou menos uma hora e foi exibido durante os anos de 2015 e 2016. Não assisti pela Netflix, e sim por site chamado Drama Fansubs que tem outros doramas legendados e gratuitos.


O foco desse dorama é na advogada Kang Joo Eun (Shin Min-a) que desde muito jovem sempre foi bonita e elogiada por isso, com garotos em volta dela e a desejando, tipo queen bee. Só que agora, depois dos 30 anos, Kang Joo Eun está acima do peso e perdeu toda a sua confiança. Culmina com isso o término do seu namoro de mais de 15 anos, com Im Woo‑shik (Jung Gyu‑woon). Ele agora namora Oh Soo‑jin (Yoo In‑young), que era amiga de Kang Joo Eun durante a faculdade. Foto curioso, nessa época da faculdade Kang Joo Eun era magra e Oh Soo‑jin gorda, e atualmente é o contrário e a última ainda, ela é a chefe de Kang Joo Eun. Os nomes dos personagens é uma coisa que eu preciso comentar com vocês que eu não decoro de jeito nenhum e tenho dificuldade em associa-los ao longo do dorama.

Para recuperar seu antigo peso, Kang Joo Eun começa a ser treinada por Kim Young‑ho (So Ji‑sub), um personal trainer famoso que participou do emagrecimento de um atriz americana. Só que Kim Young‑ho tem outros segredos que ao longo dos episódios vamos descobrindo. O casal desse dorama é formado por Kang Joo Eun e Kim Young‑ho, que durante o treinamento dela acabam se apaixonando. Só que como eu já tinha comentado com vocês, os doramas não são como as nossas novelas, tudo é mais casto, e aqui não é diferente. Tirando algumas cenas que os meninos aparecem sem camisa, não tem nada de mais nem muitos beijos. Foi engraçado ver uma cena dos dois na cama e parece que eles dormem juntos, mas também não foi muito espalhafatoso. Isso é algo comum dessas novelas asiáticas que é focar mais no relacionamento do que no  contato físico.


Esse dorama é muito fofo porque mostra esse relacionamento desde quando os dois se desgostavam no começo, passando pela mudança de peso da Kang Joo Eun e das descobertas sobre Kim Young‑ho. Ele gosta dela e a protege quando é gorda e pra gente pode parecer algo ok, mas na Ásia parece que não. O peso e a beleza são coisas muito importantes para eles, daquele estilo de até mãe e pai cobrarem uma aparência ideal. Tudo isso ligado ao tal do casamento, outra coisa que nossa, eles nascem e vivem para se casar. Se uma mulher, ou homem também, passa dos 30 e não se casa, para eles existe algo errado, algo a ser corrigido o quanto antes. Tanto que tem um casal secundário, em que uma das mulheres não quer ter filhos agora para focar na carreira e isso causa um constrangimento desnecessário.

Para mim as relações sociais na Ásia são mais atrasadas do que a nossa. No que a tecnologia deles dá um banho na gente, a relação entre pessoas é frio e com algum problemas. Claro que tudo na minha opinião. Por exemplo, a mulher pelos doramas que eu vejo é muito cobrada em relação a beleza, filhos, casamento e emprego. O negócio de elas terem que andar atrás dos homens nas ruas como sinal de respeito me causa uma estranheza sem tamanho. Eu entendo que é a cultura deles, e até por isso assisto os doramas porque é tudo tão diferente, mas eu preciso comentar o que me incomoda. Só que nem tudo é incomodo, como eles tratam os seus idosos é algo que eu acho que a gente, ocidente, poderia repetir. Eles possuem um respeito muito grande pelos mais velhos e acreditam que sim, é uma obrigação do mais novos cuidar da família o que super concordo e apoio.

Abigail e a Cidade Proibida

13.9.19

Abigail e a Cidade Proibida || Estreou em 12 de setembro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Apesar de ter sido visto incrivelmente mal pelos críticos, Os Guardiões, um filme russo de 2017, criou um interessante precedente. O filme é russo, mas ele têm uma sensação hollywoodiana; a história e a ideia geral do filme é praticamente um filme da Marvel, e apesar de realmente não ter sido bom, deixa a ideia que talvez é possível fazer uma produção desse tamanho sem o dinheiro da Disney ou outra empresa gigantesca de Hollywood. Afinal, o maior problema de Os Guardiões foi escrita e direção, não a produção.

Abigail e a Cidade Proibida é mais uma tentativa do cinema Russo de fazer um filme com esse estilo. Grandes efeitos especiais, uma história fortemente baseada em Jogos Vorazes e seus derivados, até mesmo com a protagonista forte que não precisa de ninguém. Porém, Abigail toma um passo a mais em seus problemas: O filme têm uma escrita e direção muito problemáticas, mas também têm alguns efeitos especiais que distraem muito, e principalmente têm uma das piores decisões que um filme “live-action” poderia tomar: Ele é todo dublado. O que aparenta ter acontecido é: Os atores de Abigail falaram as suas falas em inglês, mas alguém decidiu que o sotaque russo era muito ruim, e então decidiram dublar todos os personagens dos atores russos por dubladores americanos.


Sem falar sobre a história incrivelmente clichê e sem consistência; dos personagens adimensionais, sem nenhuma construção ou até mesmo motivo para existirem; da construção da história que é acelerada demais, nunca criando nenhum tipo de drama, indo de cena a cena sem nenhum tipo de construção no enredo; ignorando todos esses problemas, Abigail e a Cidade Proibida nunca teve nem uma chance de ser interessante. Desde o primeiro minuto a dublagem distrai qualquer tentativa dos atores de atuar, afinal as falas nunca batem com a intensidade da cena.

O filme acaba sendo uma confusa tentativa de criar um universo grande e cheio de possibilidades de novas sequências; o mundo em si não é necessariamente ruim, existem temas e ideias interessantes para se explorar, mas se Abigail era para ser uma entrada em uma série (o que aparenta ser, baseado no final), é mais provável que toda a criatividade usada neste universo foi uma grande perda de tempo.

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