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O céu está em todo lugar || Jandy Nelson

22.7.19


O céu está em todo lugar foi um sucesso quando lançado, pois vinha em um kit dos sonhos da Novo Conceito. Quem lembra dessa época? A versão que eu li foi a antiga, lindíssima, com ilustrações, fonte azul, capa cartonada e texturizada. O livro parece um bulet journal em uma época que isso nem era tão comentado. A editora acabou relançando esse livro em uma edição que combinasse com outro da autora, o Eu te darei o sol. Essa é muito mais linda e não me desfiz dela para comprar a nova e nem pretendo. Falado o quão linda é essa edição, vamos a parte de dentro é que tão perfeita quanto. O céu está em todo lugar vai falar sobre o processo de superar a perda de alguém que amamos. Não sei se superar é a palavra certa, mas o livro vai tentar ajudar quem lê a seguir em frente.

Lennie Walker acabou de perder a irmã Bailey. Foi um ataque cardíaco fulminante, então ela não teve tempo para se preparar. Em um momento ela tinha a irmão, em outro não. A família está devastada e ela também, só que com a Lennie as coisas são um pouquinho mais complicadas. Ela vivia à sombra da irmã, que era descontraída, de bem com a vida, estudante de teatro e tinha um namorado incrível. Agora todo mundo passou a reparar na Lennie, até ela mesma, e isso a tem assustado. Ela vai ter que tomar as decisões complexas da fase adulta sem ter a irmã, muitas vezes, como desculpa. Era mais cômodo para a Lennie ter a irmã como a que se destacava para ela viver escondida. Fora a dor que ela sente por perder uma pessoa que era praticamente a sua outra metade.

As coisas estão tão confusas: o garoto que devia me beijar age como um irmão, e o garoto que devia agir como um irmão não para de me beijar.


Nessa equação vão entrar dois rapazes, o namorado de Bailey, Toby, e o garoto novo na escola, Joe. A relação de Lennie e Toby vai causar estranhamento no começo, porque ela vai se envolver com ele. Só que no contexto da estória, precisamos lembrar que o Toby perdeu o amor da vida dele, como ele mesmo descreve a Bailey. Quando os dois estão juntos é como se a Bailey estivesse também. Então eles tentam compensar essa falta ficando um com o outro, mesmo sabendo que é errado, mesmo sabendo que isso não resolve as coisas. Num primeiro momento causa incomodo ver os dois juntos, ainda mais que desde o inicio do livro eu fiquei envolvida com a estória, mas ao longo da narrativa você entende. Reflita: se você pudesse fazer qualquer coisa para sentir quem perdeu, você não faria?

O Joe vai ser o sopro de esperança nesse momento triste na vida de Lennie. Ele vai chegar como um furação, cheio de energia, interesse por ela e sua família e vai modificar as coisas, vai dar um novo propósito para a Lennie. Na verdade, ele vai ser um motivador nesse período. Ela vai querer se envolver nas atividades que ele participa, querer conhecer a família dele, e isso vai acabar ajudando no processo de perda. Só que como vocês podem imaginar, a Lennie vai ficar no meio dos dois. Não diria que é um triangulo amoroso, porque a Lennie não gosta de verdade do Toby, ela gosta de como ele a faz lembrar da irmã. Tem momentos que ela já está esquecendo algumas coisas da Bailey, e ele vem e lembra. Então pra mim não é envolvimento amoroso, mas vão ter esses dois caras na vida dela e vai chegar um momento que ela vai ter que escolher.

O Professor Substituto

O Professor Substituto || Estreia em 25 de julho de 2019
Crítica: Helen Nice


Com estreia marcada para o próximo dia 25 de julho, O Professor Substituto vai prender sua atenção do começo ao fim. Baseado no livro de Christophe Dufossé - L'Heure de la sotie - e dirigido por Sébastien Manier, este suspense começa com o suicídio de um professor que se atira da janela da sala de aula na presença dos alunos, deixando sua cadeira vaga para um professor substituto. O calor escaldante e a pressão do final do período letivo foram demais para aquele professor. Um corpo caído não é algo que se supera com facilidade, então já podemos prever que qualquer professor que assumir esta turma não terá uma tarefa das mais tranquilas e agradáveis pela frente. Pierre Hoffman (Laurent Latiffe) um professor de meia idade que voltou a lecionar, mas está mais empenhado em concluir as pesquisas de sua pós-graduação sobre Kafka e seguir sua rotina de exercícios físicos, se apresenta à direção da escola e é informado que aquela turma em particular faz parte de um projeto experimental. São poucos alunos com rendimento muito acima da média e estão sendo preparados para um exame de proficiência.

O diretor o alerta para o fato que o trauma da morte do antigo professor também será um agravante no comportamento da sala. O que o professor não podia prever era que seis daqueles alunos liderados por Apolline (Luàna Bajrami) e Dimitri (Victor Bonnel) teriam um comportamento apático, misterioso, hostil e estavam planejando algo com consequências graves. A direção da escola só tem interesse no desempenho e notas da turma e não dá ouvidos aos alertas do professor, que percebe tendências sado-masoquistas e suicidas em seus comportamentos. O professor passa a seguir aqueles alunos e presencia fatos bem bizarros quando eles fazem treinamentos para não sentirem dor ou sofrimento, se colocando em situações limites, se batendo, sufocando, afogando e registrando em dvds muitas cenas de catástrofes, fim de mundo e destruição. Definitivamente não era um comportamento gerado apenas pelo suicídio do professor e fica a dúvida de até que ponto o outro professor também não foi levado à ter um comportamento depressivo por influência da classe, já que o próprio Pierre passa a sofrer pressão com ligações anônimas, roubos e fatos perturbadores.

O filme segue uma linha de suspense, mas também faz um alerta sobre as cobranças extremas por rendimentos e como conhecimento excessivo pode levar os jovens a desenvolverem comportamentos problemáticos e a rotina do ambiente escolar pode levar os professores e funcionários a considerar tudo como sendo "normal da idade" ou "apenas uma fase" e não dar a devida atenção. O filme se passa na França e deixa clara essa denúncia ao sistema onde um professor na faixa dos 40 só consegue um cargo se for indicado ou alguém morrer, enquanto jovens bem dotados tem a chance de realização pessoal, porém se desiludem quanto ao futuro e não encontram sentido na vida. O medo constante aos ataques terroristas levando à paranoia e a problemas psicológicos. O final surpreende e leva à reflexão. Kafka, baratas, fim do mundo... Assista!!!

Próximas produções da Marvel apresentadas durante a CCSD

21.7.19

Ontem ocorreu o painel da Marvel durante a San Diego Comic-Con. Chamada de Fase 4, veja agora o compilado com todas as novidades de filmes e séries.

FILMES

1. Viúva Negra

Com direção de Cate Shortland, o filme solo da espiã interpretada por Scarlett Johansson chega aos cinemas em 1º de maio de 2020. Junto com ela estão os atores David Harbour (Alexei), Florence Pugh (Yelena), Rachel Weisz (Melina) e O.T. Fagbenle (Mason). O Treinador será o grande vilão. 

2. Os Eternos

Angelina Jolie se junta ao elenco do filme, interpretando a personagem Thena, que conta com Richard Madden (Ikaris), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Salma Hayek (Ajax), Lia McHugh e Don Lee (Gilgamesh). O longa terá direção de Chloé Zhao e chega aos cinemas em 6 de novembro de 2020.

O filme é sobre a vida de uma raça de alienígenas superpoderosos e imortais, que foram criados a partir de experiências genéticas com seres humanos milhares de anos atrás.


3. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (tradução livre)

O primeiro filme da Marvel protagonizado por um herói com ascendência asiática foi anunciado. O personagem principal do longa, Shang-Chi, será interpretado por Simu Liu. Tony Leung será o Mandarim, vilão apresentado em Homem de Ferro 3. Awkwafina também foi anunciada como parte do elenco. A direção é de Destin Daniel Cretton e a estreia está marcada para 12 de fevereiro de 2021.

4. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (tradução livre)

"O primeiro filme de terror da Marvel", assim foi descrito Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que conta com Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen, a Feiticeira Escarlate. O longa tem direção de Scott Derrickson e chegará aos cinemas em 7 de maio de 2021. Pesadelo será o vilão.

5. Thor: Amor e Trovão (tradução livre)

Taika Waititi vai dirigir o quarto filme da franquia que conta com Chris Hemsworth e Tessa Thompson, e o retorno de Natalie Portman, a Jane Foster. A grande novidade é que ela serpa a versão feminina do Thor. O filme chega aos cinemas em 5 de novembro de 2021.


Novos rumores sobre o elenco do live-action de A Pequena Sereia

20.7.19

Depois de anunciar a atriz Halle Bailey no papel principal de A Pequena Sereia, dois nomes estariam na disputa pelo papel de Príncipe Eric, Harry Styles e Asher Angel. Inclusive, o ator de Shazam! fez audições para o papel e não estaria descartado.

Outro nome que surgiu é o de Javier Bardem como Rei Tritão, o pai de Ariel. Ele se junta aos rumores de que Melissa McCarthy interpretará Úrsula, Jacob Tremblay seria o Linguado e Awkwafina o Sabidão.


Com direção de Rob Marshall e roteiro de David Magee, a produção deve começar em 2020 e ainda não tem previsão de estreia.

Justin Baldoni adaptará É assim que acaba

17.7.19

A autora Colleen Hoover já tinha comentado que o ator e diretor Justin Baldoni tinha interesse em adaptar seu livro É assim que acaba e segunda passada tudo foi confirmado. A empresa dele, Wayfarer Entertainment, será responsável pelo projeto.


Baldoni ficou conhecido na direção com o lançamento de A cinco passos de você, distribuído pela CBS Films e Lionsgate, que tinha um orçamento de 7 milhões de dólares e arrecadou 80 milhões. A adaptação de É assim que acaba pode demorar um pouquinho, já que antes desse projeto o diretor tem outro pela Warner Bros., o filme “Clouds”.

Começaram a questionar a autora sobre os atores que vão interpretar os personagens principais. Ela disse que não pensou em ninguém ao escrevê-los e que espera que os fãs digam quem eles querem.
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