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Sem Escolha || Abbi Glines - Sea Breeze #2

16.1.19


Sem Escolha é o segundo volume da série Sea Breeze, e vai contar a história de Marcus e Willow. Tudo é narrado em primeira pessoa, com pontos de vistas alternados entre os mocinhos. Assim que Willow aparece no apartamento de Marcus e Cage, Marcus sente seu coração fisgado. Quando ela pergunta sobre seu amigo, ele se questiona como uma garota como ela, tão doce e pura, pode ser o tipo de Cage, um pegador assumido, mas descobre logo que as coisas não são como parece. Willow não tem a quem recorrer, precisa que Cage a resgate de sua situação, então ela começa a passar as noites no quarto do amigo, mas sem ter nenhum tipo de contato com ele. Ela estuda e trabalha, tem uma vida difícil e vive num mundo muito diferente do de Marcus, mas o coração não escolhe por quem se apaixona e ela logo se vê envolvida pelo rico e gentil garoto.

Eu nunca tinha lido nada da Abbi Glines, mas uma amiga me indicou e eu fiquei curiosa! Como me disseram que essa série era menos hot que as demais, achei que as chances de eu gostar seriam grandes, então decidi arriscar e embarquei na leitura. Comecei pelo segundo, mas acredito que para entender esse livro não é preciso ter lido o anterior, pois a autora situa o leitor dos acontecimentos ocorridos de forma que você não fica perdido e consegue entender tudo; nada fica fora de contexto. A escrita da Abbi é bem legal e não há nesse livro muitas palavras de baixo calão ou piadas bobas, o que me agradou muito. Mas eu acho que eu não estava na vibe do livro ou simplesmente ele não era para mim.

Nem que eu levasse o resto da minha vida, provaria a ela que não iria a lugar algum. Willow só precisava de ações, não de palavras. 

Muitas coisas me incomodaram em Sem Escolha e eu não consegui prosseguir a leitura sem pular páginas, porque simplesmente não acontecia nada que fosse relevante. Os diálogos eram fracos. A história girou em torno do romance instantâneo entre os personagens. A Low entrou pela porta, e lá estava Marcus todo apaixonado como se nem tivesse sofrido pela mocinha do livro anterior, e olha que nem li o primeiro e mesmo assim achei pouco crível. Havia os problemas pessoais de cada um, como Marcus tendo de lidar com a infidelidade do pai, precisando dar força à mãe e à irmã e Low, tendo de lidar com o fato de não ter lugar certo para ficar, dependendo da “boa vontade” da irmã que só a deixava ficar na casa quando tinha interesse de que ela cuidasse da sua filha e queria passar à noite fora. Esses problemas, a meu ver, não foram bem explorados. Faltou profundidade.

Outra situação que me incomodou foi a amizade da Low com o Cage. Em minha opinião, ele era protetor de um jeito abusivo. Era um cara que dizia gostar dela, mas não se importava em se deitar com outras mesmo com ela sabendo. Eu até consegui compreender a ligação dos dois, já que ambos cresceram juntos e tiveram apenas um ao outro como apoio quando tudo era tão difícil em suas vidas, mas isso não quer dizer que eu aprove a forma como o Cage agia em relação a ela. Além de todas essas coisas, Low foi uma protagonista apagada, embora tivesse potencial, e ela e o Marcus não tiveram nenhuma química.

Ainda assim, com todas as ressalvas que citei, não posso deixar de dizer que Low, mesmo não brilhando tanto no livro, era uma boa garota, com um temperamento doce e que de alguma forma conseguia fazer você simpatizar com o jeitinho dela e o Marcus também foi um mocinho muito doce, acho que ele conseguiu brilhar, mas, infelizmente, uma andorinha só não faz verão. Eu gostei deles de forma individual, mas juntos senti falta das borboletas no estômago. Então, embora eu não tenha gostado tanto assim do livro e ter achado que ele tinha potencial para ser incrível, já que o tema é algo que eu gosto, vi que há várias resenhas positivas sobre e muitas pessoas chegaram até a dizer que ele superou o primeiro, então meu conselho é para que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões.

O rosto dele pareceu relaxar um pouco quando eu falei isso, e ele sorriu, mas ainda dava para ver a preocupação em seu olhos. Meu Deus, ele ia me fazer baixar a guarda. Eu precisava colocar alguma distância entre nós. 

Sem Escolha Sea Breeze # 2
Abbi Glines
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

Normandia Nua

Normandia Nua || Estreia em 17 de janeiro de 2019
Crítica: Raísa Maris Reina


Depois de Ou Tudo Ou Nada (1997) e Garotas do Calendário (2003), a nudez coletiva chega ao interior da França com Normandia Nua. Dessa vez, o que motiva a pequena aldeia de Le Mêle-sur-Sarthe é a crise econômica e o descaso da imprensa parisiense diante dos problemas dos camponeses. Georges Balbuzard (François Cluzet), o dedicado Prefeito, busca de todas as formas chamar a atenção das autoridades e quando o fotógrafo americano Blake Newman (Toby Jones) chega à aldeia com a ideia de fotografá-los nus para seu projeto, ele vê nessa visita uma oportunidade de conseguir atenção para a causa dos camponeses.

O filme todo é construído a partir de conflitos que são iniciados com a presença do fotógrafo, como a crise conjugal do açougueiro e de sua esposa, e conflitos que já existiam antes de Newman chegar, como um empresário parisiense que insiste em viver no campo contrariando sua filha e dois camponeses envolvidos em uma briga por um terreno há anos, e o próprio Prefeito cuja esposa o largou por conta de sua excessiva dedicação à aldeia. Normandia Nua busca dedicar um pouco de sua atenção para cada um desses conflitos e como eles são afetados pela questão da fotografia. Apesar de alguns desses conflitos não serem tão desenvolvidos quanto outros, a organicidade com a qual o roteiro trabalha os diálogos e as atuações conseguem deixar com que essas questões de desenvolvimento fiquem em segundo plano.


Em certa medida, o filme é sobre como a pequena cidade – majoritariamente representada pelo Prefeito – e o fotógrafo enxergam a nudez: enquanto que para este é uma busca infinita pela beleza artística motivada por um trauma de infância, para a cidade é uma questão de, finalmente, serem vistos e ouvidos. Ambas as motivações são válidas, porém, diante do desespero dos camponeses por conta da crise, as motivações de Newman tornam-se praticamente fúteis e o comportamento dele em determinadas cenas reitera um distanciamento emocional dele diante do que acontece com a cidade. A ideia da fotografia mobiliza toda a cidade quase que como uma catarse coletiva e, enquanto isso, Newman sobe nas costas de seu assessor para não pisar na lama, evita qualquer contato com os camponeses e conversa só com o Prefeito, e é sempre o único com roupas formais.

O que pode ser dito acerca do final do filme é que ele talvez ofereça uma solução simples para um problema muito maior do que o próprio filme em si, que é a crise econômica e seus desdobramentos na França rural. Apesar disso, por conta do roteiro e da direção de fotografica Normandia Nua consegue mostrar de maneira autêntica os trabalhadores de Le Mêle-sur-Sarthe e os desdobramentos de seus conflitos.

O Peso do Passado

O Peso do Passado || Estreia em 17 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


No passado, uma policial se infiltra em uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e roubo a bancos. O objetivo inicial é reunir provas suficientes para prender os líderes da gangue. Porém, o plano é frustrado. Nesse contexto, a policial Ering Bell (Nicole Kidman) se vê envolvida em diversos níveis com os comparsas criminosos. Cerca de 20 anos depois, a policial, entregue ao alcoolismo e à depressão, não é capaz de resolver suas questões mais profundas.

A diretora Karyn Kusama nos entrega um drama policial que acompanha a detetive Erin Bell. A personagem explicita todo o peso que o título do filme nos indica. Trata-se de uma mulher cujo lastro do passado produz uma série de consequências na vida cotidiana e também emocionais que jamais foram superadas. Esse peso é o grande protagonista, pois está evidente na transformação estética de Nicole Kidman, que está irreconhecivelmente acabada e desgastada.


De início, imaginei que muito desse peso experienciado por Kidman ficaria por conta da maquiagem. Todavia, a atriz nos entrega uma expressão completamente carregada a qual podemos observar em sua forma frágil de andar e até mesmo de olhar. E por falar em seu olhar, muitas vezes ela sequer vira o pescoço, usando apenas o movimento dos olhos, tamanho é o desgaste.

Há algumas perguntas sem respostas para o filme. Não dá para compreender, por exemplo, como Ering Bell permanece na corporação após alguns fatos ocorridos e, especialmente, diante de seu estado de saúde físico e mental. A trama conta com uma narrativa que vai e volta no tempo, um recurso muito comum no cinema, e que aqui funciona bem. O conflito inicial proposto no filme é facilmente resolvido, mas não chega a ser óbvio e é capaz de surpreender de maneira satisfatória o espectador.

Guerreiro do Vento || Janelle Taylor - Trilogia Lakota #1

14.1.19


Quem ainda lê romance de banca? Vira e mexe eu encontro alguns em sebos, troco no Skoob ou compro na Estante Virtual. A publicação deles acabou, mas tem muito livro bom que ainda não ganhou a sua versão livraria. Para quem não se lembra, os romances de época, ou históricos, começaram nas bancas e hoje ganharam as estantes de muita gente. Esse é o caso da trilogia Lakota, que foi lançado nos anos 2000 pela extinta Astral Cultural e não ganhou uma nova edição ainda. Aqui no site tem a resenha do segundo livro, que quando eu li não sabia que era a continuação, e agora pretendo colocar em ordem. Guerreiro do Vento fala do encontro de duas almas destinadas a ficarem juntas e salvarem suas tribos.

Waci Tati, ou Guerreiro do Vento, logo herdará a tribo que defende, só que para isso precisa se casar novamente. Mesmo sendo contra sua vontade, Guerreiro do Vento acata as ordens do pai e do xamã da tribo. Chumani está na mesma situação, sendo que é filha do líder de uma tribo amiga. Os dois se casam tendo uma missão pela frente: o de ajudar seus povos. Essa profecia, por assim dizer, foi vista pelos xamãs das duas tribos. Guerreiro do Vento e Chumani acabam se apaixonando e o casamento que começou como arranjo se torna verdadeiro. Mas essa situação pode estar ameaçada com a invasão cada vez mais presente do homem branco.


Esse livro se passa no período da colonização americana e será sobre o ponto de vista dos nativos. Foi uma leitura interessante nesse ponto, porque geralmente são os colonizadores que narram o seu lado. Aqui temos os índios lidando com todas as complicações que essa invasão traz, e não só em relação as mortes. Tem partes do livro que falam sobre as doenças que os brancos trouxeram, como destroem a natureza e a sua ganancia por cada vez mais. Traz também a questão do escambo, a troca de ouro por objetos. Tem uma cena até engraçada das índias lavando roupa no riacho e a protagonista está com dificuldade em retirar manchas e a outra fala sobre o sabão, a barra gordurosa que tira sujeira.

A escrita desse livro é diferente sobre dois aspectos. Primeiro que foi escrito a muito tempo, então tem várias palavras difíceis e que não são muito usadas hoje em dia. Segundo que a autora trouxe o lado dos índios de verdade, os personagens não tem nomes comuns, então é Guerreiro do Vento, Gota de Orvalho, Penacho Vermelho e por aí vai. São características físicas às vezes ou habilidades que dão nome a eles. A construção das frases também é diferente. Não são frases complexas, mas elas não têm tantos artigos, adjetivos e outros componentes gramaticais. Além disso, o livro não tem tantos diálogos, e sim descrições das cenas.

Eu gosto desses livros que trazem a temática indígena como centro do enredo e apresentam sua cultura e seus costumes. A leitura não é complicada, mas também não é rápida. A construção não usual do texto às vezes trava a fluidez da narrativa. Fora isso eu gostei do livro, tem um romance diferente, mais puro e ligado à questões que estão acima da vontade dos personagens. O enredo não é focado só nisso, fala também de colonização, tem aventura, ação e intriga. É um livro que pode passar despercebido, mas que quem parar para ler pode se surpreender. A ideia agora é adquirir o terceiro, reler o segundo e finalizar a trilogia.

Guerreiro do Vento
Janelle Taylor
Nova Cultural

Sorteio de uma camiseta das Irmãs Brontë

13.1.19

Demorou, mas as promoções de aniversário vão começar!! Agora em janeiro o site completa 7 anos e alguns sorteios comemorando a data estão sendo programados. Vou deixar todas eles na barra lateral, onde está escrito promoção, para vocês participarem.

Esse ano vai ser um pouco eclético e não só de livros, esse primeiro sorteio será de uma camiseta que mandei fazer em homenagem as Irmãs Brontë. Será pelo instagram, então quem quiser participar é só seguir por lá e encontrar essa mesma foto.

Na semana que vem terá sorteio de livros pelo facebook. Então se você não curte por lá, já aproveita para não perder.





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